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O CDS não aceita a "inevitabilidade" do aumento de impostos e diz que a prioridade tem que ser "reduzir a despesa".
À saída da audiência com o Presidente da República, Paulo Portas não respondeu a qualquer pergunta e limitou-se a reafirmar a posição do partido sobre o OE, sem comentar a reunião com Cavaco Silva.
O líder dos centristas disse ainda que num país endividado "não é sensato insistir nas grandes obras, como o TGV e o que lhe está associado". Lembrando que não conhece ainda o OE/2011, Portas diz que não pretende "participar em rumores" e que só se pronunciará quando conhecer o documento.
Uma coisa sabe: "o que seria um orçamento melhor". E esse orçamento teria que dar "sinais positivos" no que toca ao endividamento, carga fiscal, desemprego, cujos valores estão nos níveis "maiores de sempre".
Portas garantiu ainda que não aceita que o Governo diga que "não há nada a fazer à despesa", lembrando que ela é 50% do PIB e, como tal, é preciso que o Executivo "se esforce, se aplique" e diga o que vai fazer "às empresas públicas, às empresas municipais, aos institutos públicos, aos serviços não fundamentais". Isto porque, refere, "não é igual cortar na despesa e aumentar os impostos".
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