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CDS congratula-se com "maior redução de sempre da despesa"

Económico com Lusa  
31/08/11 18:48

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O CDS-PP considerou hoje que o Documento de Estratégia Orçamental representa "uma linha de rumo" para o equilíbrio das contas públicas.

"Hoje ficámos a saber que todo o esforço que está a ser pedido aos portugueses tem como objectivo equilibrarmos as contas públicas até 2015, passámos a saber quando vamos passar a ter um efeito positivo de todo o esforço a ser feito e que resultados isso vai dar", afirmou o porta-voz e deputado centrista, João Almeida, no Parlamento.

O parlamentar do CDS notou que o executivo "apresenta uma linha de rumo, não se limita a estabelecer a forma como Portugal vai cumprir aquilo com que se comprometeu com entidades externas, mas também qual o destino de todo este esforço que os portugueses fazem".

"No próximo ano, em 2012, serão reduzidos os consumos intermédios em mais de mil milhões de euros, o que representa um esforço e um corte na despesa justamente onde sempre defendemos, naquilo que as entidades do Estado podem cortar, no seu funcionamento", referiu.

O deputado assinalou que "o peso da despesa relativamente ao PIB é hoje superior a 50 por cento, ou seja, mais de metade da riqueza produzida em Portugal é gasta pelo Estado" e com esta estratégia orçamental "o objectivo de até 2015 ter uma redução de sete por cento é a maior redução de sempre no peso da despesa em relação ao PIB".

"Os portugueses ficam a saber que o momento que vivemos é difícil, já o sabiam, estão a contribuir para que consigamos ultrapassar esta situação, mas ficam a saber onde vamos chegar e como vamos chegar", concluiu João Almeida.

O ministro das Finanças anunciou hoje uma "taxa adicional de 2,5 por cento" para os contribuintes com rendimentos mais elevados e uma outra de três por cento para as empresas com lucros acima de 1,5 milhões de euros.

Vítor Gaspar disse que essa sobretaxa representa uma receita para o Estado "um pouco inferior a 100 milhões de euros".

Já o ajustamento das contas públicas deverá continuar pelo menos até 2015, com o Governo a projectar um défice orçamental de apenas 0,5% do PIB em 2015, de acordo com o documento.

 





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