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Presidente

Cavaco Silva rejeita FMI e exige acção ao Governo

Margarida Peixoto  
21/09/10 00:05

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O Presidente da República colocou ontem um ponto final na especulação sobre um eventual recurso de Portugal ao Fundo Monetário Internacional.

No dia em que os juros da dívida portuguesa tocaram valores recorde, Cavaco Silva frisou que o país tem que fazer "o trabalho que lhe compete" e honrar os compromissos. "Ninguém virá a Portugal resolver os nossos problemas", garantiu o Presidente da República num aviso claro à navegação.

A tensão está ao rubro e as declarações que tentam influenciar a acção do Governo, da oposição e dos investidores sucedem-se a ritmo acelerado. Depois de vários economistas já terem dado como inevitável a intervenção directa do Fundo Monetário Internacional (FMI) nas contas públicas portuguesas, Cavaco Silva deixou um alerta: "O que nós temos é de fazer o trabalho que nos compete, cumprir os compromissos que assumimos por forma a reduzir as nossas necessidades de financiamento externo e não deixar problemas complicados para o futuro". "Ninguém virá a Portugal resolver os nossos problemas, somos nós que os temos de resolver", frisou o Presidente, acrescentando: "Se isso for feito não temos que ter preocupações em relação às organizações internacionais".

As palavras do Presidente foram ditas pouco depois de um porta-voz do FMI ter garantido que não está a ser preparada nenhuma ajuda financeira ao país e de ter até reforçado a confiança na acção do Governo de Sócrates. "Recebemos com agrado os esforços feitos nos últimos meses para acelerar a consolidação orçamental e acreditamos que Portugal fará tudo o que for necessário para reduzir o défice abaixo de 3% até 2013", disse o responsável do Fundo, sublinhando que as relações entre a economia nacional e o FMI "estão normais".

Pela mesma hora, José Sócrates afirmava que "tempos de grande exigência e de crise, como os que se estão a viver nos países desenvolvidos, obrigam os decisores políticos a terem ideias claras sobre o futuro e vontade firme".

*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico





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