Política

21 Abr 2011

Cavaco é o primeiro PR com popularidade negativa

Francisco Teixeira
Cavaco é o primeiro PR com popularidade negativa

Em 124 meses de barómetro da Marktest, é a primeira vez que o saldo da imagem do Presidente da República (PR) é negativo.

Pela primeira vez desde Janeiro de 2000 (124 recolhas mensais) um Presidente da República tem um saldo negativo de popularidade num barómetro da Marktest. Por outras palavras, nunca como neste mês de Abril um Chefe de Estado teve um número de opiniões negativas superior às opiniões positivas.

No mês de Abril, 47% dos inquiridos pela Marktest disse ter uma opinião negativa de Cavaco Silva, face aos 35% que responderam em sentido contrário, o que dá um saldo final de -11%.

Em apenas um mês, entre Março e Abril, o número de inquiridos que tem de Cavaco uma imagem positiva passou de 47 pontos para 35 e cresceu o número de pessoas que tem do Presidente uma imagem negativa: de 34 pontos para 47. Valores que confirmam a queda abrupta na valorização do trabalho do Chefe de Estado. Se olharmos para o comportamento dos inquiridos de acordo com a sua intenção de voto, verifica-se que aumentou o número de socialistas que penaliza Cavaco Silva (em Abril 67% dos votantes PS criticam o Presidente) mas também o número de social-democratas que discordam do Chefe de Estado - 21% em Abril face aos 17% de Março.

Desde o último trabalho de campo da Marktest, o Presidente ouviu os partidos políticos, os conselheiros de Estado e dissolveu o Parlamento colocando no Governo o ónus de negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia um resgate financeiro de cerca de 90 mil milhões de euros. Cavaco explicou aos portugueses que não tinha nem os meios técnicos nem os poderes constitucionais para o fazer. O próprio primeiro-ministro, desmentido o que tinha dito Teixeira dos Santos, acabou por assumir a liderança das negociações.

 

A sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF realizou-se nos dias 15, 16 e 17 de Abril para analisar as intenções de voto e a popularidade dos principais protagonistas políticos. O universo é a população de Portugal Continental com mais de 18 anos e que habite em residências com telefone fixo. A amostra, constituída por um total de 805 inquiridos, foi estratificada por regiões: 161 Grande Lisboa, 89 Grande Porto, 133 Litoral Centro, 151 Litoral Norte, 182 Interior Norte e 89 no Sul;
422 a mulheres e 383 a homens. 255 a indivíduos dos 18 aos 34 anos, 276 dos 35 aos 54 e 274 a mais de 54 anos. A escolha dos lares foi aleatória. Intervalo
de confiança de 95%, e margem de erro de 3,45%. Indecisos redistribuídos de forma proporcional aos que declararam sentido de voto. Taxa de resposta 18,1%.

Faça login, como assinante, para ler esta notícia na integra
Ainda não é assinante?
Garanta e acompanhe toda a informação do Diário Económico, actual, rigorosa e independente.
Escolha a modalidade que mais se adapta às suas necessidades.
subscreva já
x
Recomendadas
x
Social
    0 LEITORES ONLINE

    Comentários

    "O Económico apela aos leitores para que utilizem este espaço para um debate sério e construtivo, dispensando-se, para o bem de todos, o insulto e a injúria gratuitos. Desaconselha-se o uso exclusivo de maiúsculas e a repetição de comentários. Comentários inadequados devem ser denunciados e quando tiverem mais de cinco denúncias serão eliminados. O IP do leitor não será revelado mas ficará registado na base de dados".
    ir para o topo