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O Presidente da República reage no Facebook às recentes declarações de Mario Draghi.
Uma semana depois do presidente do BCE, Mario Draghi, ter anunciado que o Banco Central está disposto a ajudar os países da zona euros em dificuldades, Cavaco Silva veio hoje defender que o BCE devia começar já a comprar dívida soberana de Portugal e Irlanda. "E porque não o BCE começar a aplicar já aos títulos da dívida pública da Irlanda e de Portugal a orientação anunciada pelo seu Presidente?", lê-se numa mensagem enviada do Presidente via Facebook.
Na mensagem o Presidente aproveitou ainda para congratular as declarações de Mario Draghi, que falou na passada quinta-feira, que apontam nesse sentido e fez votos para que não "se continue a atrasar a passagem à prática daquilo que há muito é óbvio, clarificando os mecanismos de apoio aos países que enfrentam maiores dificuldades nos mercados e não dando mais espaço àqueles que apostam no desmembramento da Zona Euro".
Medidas que Cavaco Silva diz ter defendido há dez meses durante uma conferência, em Florença.
A mensagem completa do Presidente da República:
Na conferência que produzi no Instituto Universitário Europeu de Florença, há cerca de dez meses, afirmei, a propósito da crise da zona Euro:
(1) A situação excecional e de verdadeira emergência a que chegámos reclama do Banco Central Europeu (BCE) uma intervenção ampla e previsível no mercado da dívida soberana dos países solventes que enfrentam problemas de liquidez e a disponibilidade para uma intervenção ilimitada no mercado secundário;
(2) A intervenção do BCE no mercado da dívida soberana, tal como a do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, tem de estar associada a uma condicionalidade que garanta o cumprimento por parte do Estados em dificuldades das políticas orçamentais e estruturais adequadas.
Congratulo-me com o facto de estes dois pontos estarem reflectidos nas recentes declarações do Presidente do BCE. Faço votos para que não se continue a atrasar a passagem à prática daquilo que há muito é óbvio, clarificando os mecanismos de apoio aos países que enfrentam maiores dificuldades nos mercados e não dando mais espaço àqueles que apostam no desmembramento da Zona Euro.
E porque não o BCE começar a aplicar já aos títulos da dívida pública da Irlanda e de Portugal a orientação anunciada pelo seu Presidente?
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