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Na Jular, por exemplo, há 15 tipos de módulos diferentes, com 22 ou 30 metros quadrados (m2), e "as casas podem crescer até três pisos".
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A procura por casas de madeira está a crescer. Conheça as empresas e os prós e contras.
Construir uma casa é um processo muito longo, que quase nunca dura menos de dois anos. Contudo, já há alternativas no mercado. Se escolher uma casa modular de madeira, ou seja, pré-fabricada, pode ter uma casa nova em três meses. É tão simples como escolher os tipos de módulos, a quantidade e como os quer agrupar. Depois é montá-los, o que pode demorar entre um a quatro dias, consoante o tamanho da casa.
Esta é uma das principais razões porque as casas de madeira estão a ganhar cada vez mais adeptos - particulares e promotores -, mesmo quando a tradição portuguesa diz que uma casa para viver deve ser de tijolo e cimento. Segundo dados da Associação dos Industriais da Madeira e do Mobiliário (AIMMP), "a procura de casas de madeira tem aumentado nos últimos três anos, principalmente como segunda habitação, apesar da conjuntura de crise". E apesar de ainda "estarmos longe dos padrões europeus de consumo, em que as casas de madeira são uma opção natural e preferida pela maior parte da população", as empresas portuguesas produtoras de casas de madeira já sentem os efeitos desse aumento da procura.
A Tropimaloca, uma empresa de Sintra, registou um aumento de 60% nos últimos três anos, chegando a desenvolver 24 casas por ano. Já a Jular, empresa com 37 anos e que se dedica à comercialização de produtos de madeira, apostou nas casas de madeira modulares no último ano e viu a facturação disparar, representaram já 60% da facturação total da empresa.
Os tipos de casas
Há dois tipos de casas de madeira. As personalizadas, ou seja, aquelas que são feitas de raíz como as casas de cimento, e as modulares, que são módulos de madeira pré-fabricados e que se podem agrupar até uma determinada dimensão.
A Jular ou a Modular System disponibilizam casas deste tipo que podem ser agrupadas de várias formas, até em altura. Na Jular, por exemplo, há 15 tipos de módulos diferentes, com 22 ou 30 metros quadrados (m2), e "as casas podem crescer até três pisos" ou ficar com um máximo de 350 m2. Além disso, "a parte técnica, onde estão as ligações de água, luz e telecomunicações e a fossa séptica, já vem preparada para uma casa com 15 módulos agrupados", acrescenta Hélder Santos, administrador da Jular.
As vantagens são muitas, diz este responsável, mas uma da principais é a flexibilidade. "Uma casa não devia ser estanque mas sim algo que evolui conforme a família cresce ou diminui, por exemplo, com um nascimento ou um divórcio", remata.
As vantagens ...
Ambiente
Construir casas ou outros equipamentos em madeira é uma das formas mais amigas do ambiente que existe. Não só se está a usar um material que liberta menos CO2 para a atmosfera, como ainda promove a plantação de mais árvores, que libertam oxigénio para a atmosfera.
Menos CO2
Segundo Hélder Costa, administrador da Jular Madeiras, um metro cúbico (m3) de madeira construída equivale a 1,1 toneladas de CO2 evitado na atmosfera. Em oposição, um m3 de vigas de ferro libertam cinco toneladas de CO2 para a atmosfera.
Mais barato
As opiniões dividem-se, mas para Hélder Santos, uma casa de madeira fica cerca de 10% mais barato que uma normal, porque é produto acabado. A construção em alvenaria custa entre 500 a 5.000 euros por m2, conforme os acabamentos e em madeira custa 750 euros por m2, diz.
Resistente
Ao contrário do que se pensa, a madeira é resistente ao fogo. Segundo Hélder Santos, "arde a meio milímetro por minuto" e por isso é que as estruturas ficam intactas e até podem recuperar-se. As casas com fundações em ferro aquecem e pode colapsar.
Rapidez
As casas de madeira estão associadas a flexibilidade. É por isso que uma casa com 75 a 80 m2 e disponível em módulos, demora entre um a três dias a montar. Se a casa for maior e tiver uns 200 m2 a sua montagem já pode demorar cerca de quatro dias.
Eficiência
Uma vez que a madeira é um material isolante, as casas acabam por ter um melhor comportamento acústico e térmico, permitindo uma temperatura ambiente confortável quase sem precisar de equipamentos de aquecimento ou arrefecimento.
Manutenção
A madeira dura cerca de 80 anos, mas é necessário uma manutenção. Custa entre 500 a mil euros e consiste na aplicação de uma pintura à base de cera. Pode ser feita de dois em dois anos, se a casa estiver, por exemplo, junto ao mar), ou então só ao fim de dez anos.
As desvantagens
Renováveis
"Um T2 em madeira, com 50 m2, custa cerca de 35 mil euros", ou seja, mais barato que uma casa normal, frisa Mafalda Possolo, arquitecta na Tropimaloca. Mas, a instalação de equipamentos renováveis custa quase o mesmo, encarecendo o projecto.
Legislação
Outro entrave a este tipo de casas é a falta de legislação específica. Uma casa de madeira precisa dos mesmos documentos que uma cada normal, nomeadamente um projecto de especialidades (que envolve as ligações às redes de água ou electricidade).
Mercado
Apesar de estar a crescer, este é um segmento de mercado ainda muito residual. Segundo Renato Cruz, gerente da Novo Habitat, as casas de madeira são um nicho de mercado e como tal ainda representam pouco no volume de negócios da empresa.
Exemplos de empreendimentos ecológicos
Cocoon Eco Design
Promovido pela empresa a vida é bela, mas conhecida por vender pacotes de experiências e aventuras, este empreendimento inaugurado este ano conta com 30 unidades de alojamento feitas em madeira. Onde fica: Comporta
Zmar Eco Resort
É o primeiro Eco Camping Resort de 5 estrelas do país. Além das áreas para campismo para tenda ou caravana, dispõe de casas de madeira com um ou dois quartos. A obra esteve a cargo da Jular, empresa de madeiras. Onde fica: perto da Zambujeira do Mar
Eco Village
Ainda a aguardar aprovação, este empreendimento terá 50 a 60 casas de madeira, que custarão cerca de 80 mil euros. O projecto é da Leque d'Ideias, empresa que desenvolveu esta casa de madeira em Ponte de Lima. Onde fica: no Gerês, em Albufeira da Venda Nova
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Comentários (25)
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Podem me esclarecer a quem é que requeremos o projeto de especilidade: licenciamento para a ligação à rede de águas e eletricidade. Obrigado.
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Adquiri um terreno próximo ao mar, tenho dúvidas do tempo que uma casa de madeira pode resistir em relação a de alvenaria.
nos anos 1980
lembro me de venderen casas de madeira
erao xamadas casas prefabricadas a madeira levava
um tretamento verde para impedir os insector de furar
a parede _ as vezes os insector estavan a jantar
no canada so os predios tem betão o resto das casas sao de madeira
casas de madeira verao muito kentes
casas de madeira inverno muito frias precisao de aquecimento
casas de madeira fica por volta 22 mil euros
casas de madeira leva um telhado de alcatrão parece papel
segundo Helder Santos 1m2 fica por volta de €750, uma casa de 200m2 fica por volta dos €150000, que loucura quando uma casa modular pode ser importada de varios estados do USA ou Canada( /- €10000 custo de transporte), por um custo muito menor, madeira de cedro vermelho, ou cyprus verde que sao das melhores madeiras, tratadas com antirot e woodlice. Podem encontrar na net, "wood houses" or "log cabins". pecam informacao, eles virao a enviar-lhe tudo referente com custos, qualidade e opcoes. Tentem. Boa sorte.
Casa em madeira só quando se torna impossivel a constuçao em cimento. A duração destas é quase ilimitada e o custo vale a diferença.
Peço desculpa, mas este artigo deixou-me um pouco perplexo. desde quando é que uma casa de madeira demora 2 anos a ser construida? Tenho várias casas de madeira na minha zona e demoraram meros meses a serem construidas.
Acho que este artigo não passa de uma peça publicitária à empresa em questão.
A jornalista em questão devia ter feito um trabalho mais completo e devia ter entrevistado ou pedido informações a mais empresas (porque há muitas no mercado nacional).
AQUI HÀ OS CHAMADOS SCHREBERGARTEN ;QUE SAO JARDINS COM UMA CASA EM MADEIRA NAO MAIORES DO QUE QUATRO METROS QUADRADOS ;PARA QUEM QUER TER UMA HORTA ;PARA UMA HABITACAO NAO È PRÀTICA ;EMBORA AQUI HAJA GRANDES CASAROES E ATÈ HOTEIS FEITOS EM MADEIRA ;PORQUE FAZ PARTE DA TRADICAO BAYERISCH ;NAO ACONSELHO
Do que conheço, considero a crnstrução em madeira (e ou estrutura em madeira) uma alternativa viavel, saudável, ecólógica e rápida, à tradicional construção em cimento, para imóveis com poucos andares.
É obvio que o principal factor para ainda ser um nicho de mercado, é decorrente da falta de financiamento por parte da banca.
E esta não financia porquê?
Porque os Engenheiros não as avaliam.
E coloca-se a questão: porque não as avaliam?
Não efectuam as avaliações porque o método de construção (estrutura e ou construção em madeira) não é reconhecida pelo LNEC.
A resposta que me falta é: Porque razão o LNEC não aprova um método de construção fiavel, seguro e reconhecido internacionalmente (CANADÁ, EUA, Suécia, Etc).
Será pela força que os "lobis do cimento" detêm em Portugal (e noutros países da Europa)?
os banco não emprestam > menos procura > preço menor
preço não é menor > mercado dejasutado > vendas residuais
milagres? sim 13 de Maio em Fátima
Penso que a construção de casas de Madeira poderá ter alguns benefícios mas claramente solução amiga do ambiente não é com certeza... Basta olhar para o nome Casa MADEIRA. Poderá é ser mais amiga do ambiente. No entanto vantagens económicas e logísticas concordo que existam.
Há um pormenor importante negligenciado neste artigo - e nos comentários que tem vindo a ser feitos. Grande parte das casas/módulos são IMPORTADAS. Por outro lado, mesmo que a construção e montagem dos módulos seja feita por empresas nacionais, a matéria-prima é importada: pinheiro nórdico escandinávo e/ou madeiras exóticas (ex da Amazónia).
Mais, todos nós temos a imagem de Portugal como um país produtor florestal, mas, será mesmo assim? De acordo com associações ligadas à fileira florestal nacional, as indústrias de base florestal tem necessidade crescente de também elas importarem grande parte das matérias-primas que consomem. Facto, aliás, que tem levado alguns responsáveis do sector a reinvindicar novas medidas com vista ao repovoamento, limpeza, selecção, diversificação, conservação e valorização da FLORESTA (nalguns casos deixada ao ABANDONO e exposta aos INCÊNDIOS).
João Gonçalves, da Centro Pinus, estimou há dias que o DÉFICE ANUAL DE MATÉRIA-PRIMA NATURAL de pinho se situe em "2,7 MIL MILHÕES DE METROS CÚBICOS" - num sector que "emprega 55 mil trabalhadores e representa 3,6% das exportações nacionais, tem necessidade de importar mais de 1/3 do seu comsumo."
Também recentemento o Diário do Minho noticiava que a necessidade de importar madeira de pinho, vinda de Espanha e França, poderá levar alguns industriais do sector a ponderar a deslocalização das unidades de produção.
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