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O governador do Banco de Portugal argumenta que não basta olhar para cada instituição isoladamente, mas que o foco deve estar no conjunto.
Carlos Costa comparou hoje o sistema financeiro a uma floresta, com um conjunto de espécies e um ecossistema próprio, referindo que, tal como numa floresta, se o queremos salvar é preciso evitar que haja um incêndio.
"Se um incêndio começar parte do ecosistema vai ser perdido. O mais importante é evitar o fogo", referiu, ao falar na conferência da APB com o tema "Systemic Risk Too-important-to-ignore", que decorre esta manhã em Lisboa.
O governador do Banco de Portugal frisou que "a crise financeira tornou claro que as vulnerabilidades são uma realidade mesmo que os individuos pareçam sãos", quando considerados isoladamente.
Por isso, sustentou, "não é suficiente olharmos apenas para cada instirtuição e não olharmos para o conjunto. É preciso ver tanto a floresta como as árvores", sustentou, adiantando que "muitas vezes olhamos para as árvores mas não para a floresta".
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