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Atingir as metas orçamentais não chega para garantir "a sustentabilidade das finanças públicas", disse hoje Carlos Costa.
"O cumprimento das metas estabelecidas para 2011 e 2012 é uma peça necessária mas não suficiente da garantia da sustentabilidade das finanças públicas", argumentou hoje o governador do Banco de Portugal durante uma conferência em Lisboa promovida pela Reuters e a TSF sobre a crise de dívida soberana.
"A resolução dos problemas da economia portuguesa", continuou, "implica o aumento da poupança das famílias e da capacidade de autofinanciamento das empresas e o aumento da taxa de crescimento do produto potencial" e também "reformas estruturais mais vastas com prioridade para as que podem ter impacto imediato sobre a competitividade".
Na mesma intervenção, Carlos Costa reafirmou que o sistema bancário português "está sólido" e "dispõe de capitais alargados", embora tenha "uma significativa dependência do acesso ao funding externo". Também por isso o governador do banco central reforçou o pedido de Teixeira dos Santos: "Os bancos têm de equacionar um processo ordenado de desalavancagem através de uma alienação selectiva de activos, nomeadamente crédito".
Carlos Costa deixou ainda um recado directo para as grandes empresas, pedido que aquelas que "têm ou podem ter acesso ao financiamento externo e ao mercado de capitais, reduzam o recurso ao crédito interno".
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