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Primeira fase

Candidaturas ao ensino superior caíram 9%

Catarina Madeira  
06/08/10 00:05

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1 leitores

A 24 horas do fim da primeira fase, candidataram-se à universidade quase 49 mil alunos.

Este ano, candidataram-se ao ensino superior menos 9% de estudantes, do que em 2009. A 24 horas de terminar o prazo da primeira fase de candidaturas, a Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) contabiliza 48.286, dos quais 47.752 apresentaram a sua candidatura através da Internet.

Os dados avançados pela DGES ao Diário Económico significam uma quebra de 4.663 candidaturas face a 2009. De resto, nos últimos três anos, tem-se registado um decréscimo do número de estudantes que se candidatam a um lugar numa universidade ou num instituto politécnico. No ano passado, candidataram-se 52.949, enquanto, em 2008, eram 53.062.

No entanto, é preciso ter em conta que estes números podem ainda vir a sofrer alterações durante o dia de hoje até às 24 horas (fim do prazo normal da primeira fase de candidaturas, para os alunos que se apresentaram à segunda fase dos exames), além de que podem ainda decorrer processos de reapreciação, reclamação ou recurso. 





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Comentários (30)

Pré-universitário , | 06/08/10 16:44
Ó Vânia, não se está a esquecer dos 48.286 que estão a tentar fazer qualquer coisa da vida a falar dessa maneira!?


Leitor , Lisboa | 06/08/10 12:57
A manchete desta notícia é prematura e descabida.

Então ainda nem acabaram as candidaturas (o prazo normal ainda decorre e ainda vão existir candidaturas com os resultados das reapreciações) e já estão a fazer comparações com os dados finais do ano passado?

Pelo andar da carruagem vamos ter mais candidatos este ano que no anterior.


Nuno , Lisboa | 06/08/10 12:44
Quem pode vai estudar para o estrengeiro
Quem não pode... não estuda


ze tuga , Lisboa | 06/08/10 11:28
Títulos académicos não são sinónimo de competência... essa ideia de quem tem curso é bom, é retrógrada e quem pensa assim, já está a meio caminho do caminho para a desgraça.

A formação profissional é importante, mas também não se fazem omeletes sem ovos, vi uma reportagem há dias sobre barrancos, onde se fazem cursos à pazada, porque não há mais nada para fazer... e pagamos nós??? mas isso faz sentido onde?

Eu fiz um curso profissional, não aprendi nada de mais, o que aprendi, aprendi da mesma forma que aprendi tudo, a ler, sozinho.

Trabalho num sítio onde a licenciatura é sinónimo de sucesso, um licenciado tem que ser chefe de equipa, director de departamento, mesmo que seja um imbecil, pessoalmente, passo o dia a fazer coisas que existem outros que as deviam fazer, mas não sabem fazer, e também não faz mal, são licenciados.

O resultado é simples, ninguém quer trabalhar aqui, todos que podem vão embora e eu não fui pq fui burro e não quis ir para Espanha a ganhar o dobro.
Vou fazer um curso superior também, é dificil para quem tem filhos pequenos, massacramos a família, mas aqui, vale ouro, licenciatura, mestrado, papo o que houver, enquanto puder.

E essa de que é complicado para os licenciados, deixem-me contar-vos uma história, há tantos por aí, que os anúncios de emprego que pediam pessoal com o 12º já quase não existem, só querem licenciados, mesmo sem experiência em detrimento dos com o 12º com experiência, o que interessa é licenciatura, porquê? benefícios fiscais, eles querem la saber se o funcionário e bom ou não, ao final de um ano, vai para a rua e vem outro.

Aqui, foram dadas condições a uns colegas que assinaram contrato há dias, eles disseram que não concordavam e a resposta dos Recursos Humanos foi:
" Você sabe quantas pessoas existem a candidatar-se a este cargo? " é a maior falta de respeito pelo valor Humano, somos tratados como lixo, pegar ou largar, senão vem já aí um desesperado que aceita tudo... está tudo mal... mas o pior não é estar mal, é ninguém fazer nada para melhorar.




jack , | 06/08/10 10:32
Tirem um curso profissional que vos habilite a exercerem um oficio e mais tarde, se estiverem para isso, dêm o passo seguinte até à universidade. Aprendam a ser mecânicos ou técnicos de eletricidade e mais tarde avancem para a engenharia. Vão ver que é muito mais proveitoso o curso... De resto, a esmagadora maioria dos cursos superiores só servem para justificar a existência de universidades, sem qualquer ligação ao mundo real.
Infelizmente eu escolhi mal, licenciei-me e fiz mestrado à antiga, de pouco me valeu... escolham bem, pois os cursos profissionais são só até uma certa idade e habilitações (quis fazer um curso profissional para sair do marasmo, mas diserram-me que tinha habilitações a mais)...


helder , suiça | 06/08/10 09:34
Para Pedro 8h56Os politicos que temos em Portugal, sao tao portugueses como o resto dos portugueses e deixaram Portugal tao endividado como o resto dos portugueses esta endividado. E os professores que tiveram também eram portugueses.... O que é preocupante é verificar que so 49mil alunos entraram no Ensino Superior, o que significa que em dez anos serao quase mais 500mil portugueses com curso superior. E os outros que nao entram num curso superior, quem se preocupa com eles? Existem cursos de Formaçao Profissional suficientes para os milhares de portugueses que nunca entrarao no Ensino Superior? Porque todos os portugueses merecem ter uma profissao com carteira profissional reconhecida em Portugal e na UE. Portugal precisa de muito mais formaçao profissional.Nao podemos abandonar os portugueses que nao entram para a Universidade e deixa-los ser apanhados por mafias de trabalho precario no estrangeiro.Uma profissao para cada Portugues é um direito do cidadao portugues


PEDRO , LISBOA | 06/08/10 08:56
O ACTUAL ESTADO DE COISAS EM PORTUGAL, É DA MERA RESPONSABILIDADE DOS PROFESSORES. FORAM OS PROFESSORES QUE FORMARAM OS POLITICOS QUE TEMOS. NÃO LHES INCUTIRAM VALORES DE SERIEDADE E HONESTIDADE. DEPOIS TAMBÉM DERAM E DÃO CURSOS SEM QUALQUER LIGAÇÃO COM A REALIDADE, COMPLETAMENTE INUTEIS, SEM QUALQUER APROVEITAMENTO POR PARTE DO TECIDO EMPRESARIAL.
ANDAM A ENSINAR COISAS, TEORIAS, SEM QUALQUER APLICAÇÃO.
ACABAM OS CURSOS E NÃO SABEM FAZER NADA DE PRATICO.
OS PROFESSORES, MUITOS, SABEM TANTO MAS TANTO, QUE ATÉ TÊM RECEIO QUE OS ALUNOS QUE ESTÃO A FORMAR, SAIAM DAS UNIVERSIDADES A SABER MAIS QUE ELES, E LHES ROUBEM O LUGAR.


Luis Silva. , | 06/08/10 08:26
E não me admiro,se a algo que me admira é os estudantes pedrirem emprestimos para pagar a Universidade,e depois vão pagar como ?Admiro-me imenso como haja gente que aposta na roleta russa de pensar que vai ter dinheiro para pagar, com a crise no principio,com uma industria morta, uma agricultura e uma pesca igual,qual será o futuro desta gente.


António Costa Lima , | 06/08/10 08:01
Com o desemprego de longa duração a aumentar entre licenciados, os ordenados actualmente pagos na ordem dos 500 a 600 euros a gente formada, as formações de Bolonha que são de meia tigela, a falta de dinheiro e de emprego dos país para suportarem as despesas de um curso superior, a diminuição da população jovem consequência do menor número de filhos, a falta de perspectivas de futuro são alguns dos muitos factores que podem explicar esta notícia.


José , | 06/08/10 06:22
O exemplo vem de cima. O que está a dar são cursos por correspondência com doutoramento ao Domingo.


MC , Lx | 06/08/10 06:03
Por mais que se critique a opção de se tirar uma licenciatura, é bom ver que para além do curso que se opta por tirar, há uma segunda vantagem que é a da postura que se adquire face aos problemas.
No meu caso, que sou de Direito, tantas e tantas vezes que a lógica legalista me acompanha noutras áreas...
Estudar é bom, é a única saída, e estudar sempre!


Eu , | 06/08/10 02:49
Ainda bem, assim será mais fácil ainda explorar!

O País só andará para a frente quando este povo se formar... e não me venham com argumentos de o ensino superior ser muito caro, pois eu sei bem o que isso é!


Xuxialistas arruinaram o nosso país , | 06/08/10 02:37
Os jovens mais dinâmicos estão todos a emigrar.


Surga , | 06/08/10 02:25
Ainda bem que há menos alunos a candidatar-se. Assim, qd tivermos os nossos canudos temos os empregos à nossa espera. :P


R , | 06/08/10 02:18
cada vez menos filhos, a abertura de escolas profissionais, o custo de ter um filho a estudar numa universidade q cada vez é mais elevado, é um conjunto de factores . . . e cada vez haverá menos candidaturas da maneira que o pais vai, vai para o fundo


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