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Os camionistas forçaram ontem a entrada no ministério dos Transportes grego, antes de serem dispersados por gás lacrimogéneo.
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A greve do sector dos transportes de carga encerrou cerca de 70% das gasolineiras gregas.
A violência está de volta às ruas de Atenas. Os protagonistas desta vez são os camionistas, que ontem paralisaram pelo quarto dia consecutivo a Grécia. O Governo de Atenas, que tem de gerir uma alta tensão social após aprovar duras medidas de austeridade, ainda fez uma requisição civil a obrigar os camiões a circular. Mas foi ignorado pelo sector. A greve por tempo indeterminado dos camionistas dos transportes de carga está a deixar as estações de serviço sem combustível - estima-se que 70% das gasolineiras estejam fechadas -, a esgotar as reservas dos supermercados e até a encerrar algumas fábricas, por falta de matérias-primas. Nos últimos dias, o sector do turismo também se ressente com ordens de cancelamento de viagens.
Os camionistas, para tentar evitar a requisição civil de Atenas, estão simplesmente a abandonar os seus veículos uma vez que a polícia é obrigada a entregar pessoalmente os papéis da requisição aos camionistas. "Nós dizemos ao Governo: venham e obriguem-nos a regressar ao trabalho. Nós não acreditamos que eles tenham hipóteses", disse Spyros Kapetanios, um dos líderes de um movimento de 500 camionistas que ontem tentou forçar a entrada no ministério dos Transporets antes de ser dispersado por gás lacrimogéneo.
Na origem dos protestos está a exigência da União Europeia (UE) de liberalizar certas profissões, como a dos transportes de carga. A liberalização é sinónimo da descida dos preços das licenças que permitem aos camionistas operarem no sector, e que até agora custavam entre 150 e 300 mil euros às operadoras. No caso de se retirarem da profissão, os camionistas tinham um activo para venda que agora se desvaloriza, causando a erosão do investimento inicial. Além disso, o sector tinha um limite de 36.000 licenças, tão esgotado que desde 1986 que não eram emitidas novas autorizações. No próximo mês, o parlamento grego deve agora aprovar a duplicação das licença. "A Grécia está a viver no caos. Por um lado, isso é benéfico porque poderá implicar que iremos ser bem sucedidos nas nossas intenções; por outro, torna mais complicada a situação do país. Vamos aguardar para ver, espero que tudo se resolva nos próximos dias", disse ao Diário Económico o líder da federação de camionistas gregos, Giorgos Tsamos.
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Comentários (5)
Se por mera hipótese, a greve continuar, e acabar totalmente os combustíveis - Estou para ver o que dirá algum camionista grevista, na eventualidade de morrer algum seu familiar por falta de assistência médica, ou por falta de medicamentos que não chegaram a tempo!
É que esta greve selvagem e chantagista, poderá ter destas consequencias. É o chamado "efeito boomerang"
@kaka
Sr. é um idiota ( pessoa com muitas ideias).
Aconselho antes de as tentar exprimir, tirar um curso de português.
em portugal dizen : ministério _ viação _ esta errado
certo _ ministério dos Transportes _ terrestes
ministério dos Transporte s _ maritomos
ministério dos Transportes _ aereos
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