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Enquanto se aguarda um aumento de preço da CSN na OPA sobre a Cimpor, a Camargo já fez uma proposta formal para a parte da Lafarge na cimenteira.
O grupo brasileiro Camargo Corrêa entregou à cimenteira francesa Lafarge uma proposta para a compra de 17% do capital da Cimpor. Segundo informações recolhidas em São Paulo, a proposta da Camargo à Lafarge consiste numa oferta em numerário, excluindo a possibilidade de troca de activos.
De acordo com as mesmas fontes, que não avançaram os números do negócio, caso se concretize, a aquisição da participação da Lafarge será a base para a futura estratégia da Camargo (que na sexta-feira retirou a sua proposta de fusão com a Cimpor - devido à pressão da CMVM) na Cimpor. Cumprido este objectivo, a Camargo terá três alternativas: ficar como segundo maior accionista da Cimpor, com 17% do capital; aguardar pelo desfecho da OPA da CSN, que termina a 17 de Fevereiro, para de seguida apresentar uma nova proposta de fusão; ou, por último lançar uma OPA concorrente à da CSN, eventualmente em aliança com outros accionistas da empresa. Esta última hipótese, porém, é tida como menos provável pelo grupo liderado por Vítor Hallack. Até porque a Camargo considera que a OPA da CSN tem poucas hipóteses de ser bem sucedida, muito menos ao actual preço (5,75 euros), entendendo que a compra de uma participação minoritária ou uma fusão terão mais probabilidades de sucesso.
No entanto, a Camargo não é a única interessada nesta posição que se afigura decisiva para o futuro da Cimpor. A também brasileira Votorantim está igualmente interessada em comprar os 17% da Lafarge e poderá propor ao grupo francês uma troca de activos.
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