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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou um prejuízo de 12,7 milhões de euros no primeiro semestre de 2012.
O número compara com o lucro de 91,4 milhões de euros registado no mesmo período do ano passado, revelou o banco público em comunicado à CMVM.
A penalizar as contas está o esforço de provisionamento que atingiu os 728,9 milhões de euros nos seis primeiros meses do ano, "com a imparidade de crédito a ascender a 483,3 milhões e as provisões e a imparidade de outros activos líquidos a atingir 245,6 milhões", lê-se no documento. No documento, o banco explica que uma parte significativa deste último montante destinou-se a "fazer face à desvalorização verificada nas participações detidas pela CGD, designadamente na Portugal Telecom, na La Seda Barcelona e no BCP, e à exposição na área seguradora do Grupo".
A instituição liderada por José de Matos lembra, no entanto, que os resultados antes impostos e de interesses minoritários foram positivos de 64,2 milhões, um valor que compara com os 211,7 milhões registado no período homólogo de 2011.
A actividade em Portugal voltou a representar a maior contribuição para os resultados da CGD, com 151,5 milhões, num desempenho que ficou estável face ao ano passado. Melhor esteve a actividade internacional, que viu a sua contribuição subir mais de 18% para 65,1 milhões de euros.
No mesmo período, o crédito a clientes desceu 3,6%, com a maior quebra a registar-se no Sector Público e Administrativo (‐16,6%). Também os empréstimos às famílias desceram 3,7%, enquanto o crédito às empresas recuou 1,8% nos primeiros seis meses do ano.O comunicado com os resultados do banco público revela também que a margem financeira desceu mais de 10% para se fixar nos 719,6 milhões de euros no final de Junho, enquanto os depósitos das famílias aumentaram quase 6% no semestre, face ao mesmo período do ano passado.
Assim, "o saldo dos Depósitos de Clientes ascendeu a 64,4 mil milhões de euros, progredindo 133 milhões (+0,2%) relativamente ao final de Junho de 2011 e 368 milhões (+0,6%) desde o início do ano", indica ainda a CGD.
No final de Junho, a CGD apresentava um rácio core Tier 1 - indicador usado para aferir a saúde financeira dos bancos - de 11,5%, de acordo com as regras do Banco de Portugal, e 9,6% nos termos definidos pela EBA, indica o banco no documento. A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) foi de 0,23%.
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