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Carlos Tavares considera que devem ser os accionistas, e não o regulador, a avaliar a situação dos administradores envolvidos no processo "Face Oculta".
"Não é a nós que nos compete fazer essa avaliação, é aos accionistas das empresas. A informação está no mercado, é conhecida, os accionistas farão o que entenderem", afirmou o presidente da CMVM, à margem de uma conferência em Lisboa, quando questionado sobre se José Penedos deve, tal como Armando Vara, suspender as suas funções de presidente da REN por ter sido constituído arguido no caso "Face Oculta".
Fonte oficial da Parpública, accionista da REN, disse hoje à "Lusa" estar a acompanhar a situação", preferindo não fazer mais comentários nesta altura "visto que o processo está em fase de investigação e ainda não está concluído".
No mesmo sentido, Vieira da Silva, ministro da Economia, afirmou hoje numa entrevista à SIC que o Governo está também "a acompanhar a situação na REN", que já informou o mercado de que José Penedos foi constituído arguido na operação "Face Oculta".
Avaliação de Vara compete ao Banco de Portugal
Sobre o pedido de Armando Vara para que o seu mandato no BCP seja suspenso, Carlos Tavares disse concordar com a declaração de Vítor Constâncio, que disse ontem que a decisão do vice-presidente do BCP "credibiliza a imagem e reputação do banco e do sistema financeiro".
Quanto ao futuro de Armando Vara no BCP, esse "é um tema que é do Banco de Portugal porque é uma questão de avaliação de idoneidade", declarou Carlos Tavares. "À CMVM cabe essencialmente garantir que toda a informação disponível está no mercado", acrescentou.
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