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Dificuldades no reconhecimento dos diplomas, vistos e burocracia são obstáculos. Comércio e distribuição com as melhores oportunidades.
Estima-se que até 2015 o Brasil precise de oito milhões de quadros qualificados. As universidades brasileiras não estão a formar os activos necessários para acompanhar o crescimento de vagas que resultam do acelerado crescimento económico que chegará aos 3% este ano, segundo as previsões do FMI. Mas atenção que a dificuldade de obter um visto pode atrasar a entrada de portugueses neste mercado de trabalho.
"Assim se consigam desbloquear procedimentos para a obtenção de vistos de trabalho, o Brasil representa uma boa oportunidade para quadros qualificados portugueses", explica fonte da AICEP. Outro entrave é o reconhecimento dos diplomas académicos pelas universidades federais brasileiras, exigido em todas as profissões. "Um processo que em casos extremos poderá chegar ao dois anos" como explica Carlos Matias Ramos, bastonário da Ordem dos Engenheiros, que considera este como "um processo que não tem qualquer sentido." Só aos advogados não é exigido este reconhecimento.
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