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Os olhos dos investidores estão hoje focados na derradeira reunião entre o Governo grego e os principais partidos políticos do país.
Há momentos, o índice português avançava uns ligeiros 0,32% para 5.498,36 pontos, em sintonia com os ganhos observados nas principais praças europeias. A liderar as subidas no Velho Continente está o mercado de Milão (0,78%). No mesmo sentido, o euro subia 0,14% contra ao dólar e o preço do barril de 'brent', a referência para as importações de Portugal, valorizava 0,30% para 116,28 dólares, em Londres.
Na base do optimismo vivido nos mercados está a notícia de que as autoridades gregas começaram ontem a ceder à pressão internacional, aceitando parte das novas medidas de austeridade exigidas pela ‘troika' como moeda de troca para um segundo resgate ao país de 130 mil milhões de euros e um ‘perdão' de 100 mil milhões à sua dívida privada, evitando assim o 'default' já em meados de Março. O ministro grego da Administração Pública anunciou que irá dispensar 15 mil funcionários e fontes governamentais citadas em Atenas falam ainda de um corte na ordem de 20% no salário mínimo. O acordo sobre as novas exigências da troika deve ficar fechado hoje.
"Acho que vamos ouvir notícias de um acordo [na Grécia]. Pode não ser hoje, pode não ser amanhã, mas o 'deadline' de 15 de Fevereiro é absolutamente crucial", comentou Peter Westaway, economista-chefe para a Europa dio Vanguard Asset Management, à Reuters. Recorde-se que Atenas precisa de dinheiro para responder ao vencimento de títulos de dívida de 14,5 mil milhões de euros até meados de Março.
Em Portugal, o BCP volta a brilhar, com uma subida de 3,42%. Isto apesar do banco ter sido aquele que apresentou os piores resultados em 2011, entre as instituições que já divulgaram as suas contas. Recorde-se que, no ano passado, o banco que em breve será presidido por Nuno Amado apresentou prejuízos de 786 milhões de euros. Além disso, soube-se que o BCP prevê o recurso à ajuda Estatal, com o objectivo de cumprir com as exigências em termos de rácios de capital. Os analistas acreditam, contudo, que os bancos já assumiram a maior parte das imparidades. Na mesma linha, o BES avançava 2,37%, o BPI apreciava 1,03% e o Banif somava 0,67%.
Outro destaque positivo vai para a Mota-Engil. A construtora valorizava 2,87% para cotar nos 1,29 euros. O Diário Económico escreve hoje que a Mota-Engil, através da participada Mercado Urbano, vai investir cerca de dez milhões de euros na reabilitação do Mercado do Bom Sucesso, no Porto, um projecto que prevê a construção de um hotel de quatro estrelas e da Fundação Manuel António Mota.
Em zona de ganhos seguiam ainda a EDP (0,18%), Galp (0,08%) e Portugal Telecom (0,8%).
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