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06/03/13 16:45
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Bolsas europeias fecham em queda, Lisboa cai 1%

Alberto Teixeira

Apesar do arranque positivo, as praças no Velho Continente fecharam no vermelho. Pesos pesados e banca pesaram em Lisboa.

Bolsas europeias fecham em queda, Lisboa cai 1%

Com o índice industrial Dow Jones no nível mais alto de sempre, a maioria das bolsas europeias fechou em terreno negativo, com a expepção da praça de Frankfurt, que avançou 0,64%, renovando máximos de quatro anos e meio. Nem todas as praças beneficiaram do bom desempenho de Wall Street. O principal índice português, o PSI 20, perdeu 0,95% para 5.970,19 pontos, pressionado pelas grandes cotadas Jerónimo Martins, que tombou 2,34% para 15,225 euros, e Portugal Telecom, que caiu 1,78%. 

"A estes níveis, poderemos ter alguma correcção, por isso estamos "neutrais" neste momento. Mas o ‘outlook' de longo prazo é definitivamente positivo, com boas probabilidades de um ‘rally' das acções europeias", referiu Yohann Salleron, especialista da Mandarin Gestion, à Bloomberg.

"Na Europa, poderemos facilmente ver uma rotação de sectores, do dos bens de luxo e de mercados emergentes para a banca, telecom e ‘utilities', que estão bastante baratos", acrescentou.

Também a banca tombou hoje, com o BES e BCP a cederem 1,19% e 1,2,73%, respectivamente, ao mesmo tempo que o BPI recuou 0,84%, no dia em que vários bancos portugueses estão a ser alvo de buscas devido a suspeitas de violação das regras de concorrência através da troca de informação comercial sensível no mercado nacional, segundo a Autoridade da Concorrência.

No total, foram 15 as cotadas a fechar abaixo da linha de água, sendo que nove cotadas registaram perdas acima de 1%, como a REN, que caiu 2,88% antes de prestar amanhã contas. Os analistas sondados pela Bloomberg esperam que o lucro da gestora da rede eléctrica nacional tenha subido 8%.

Já a Galp travou maiores perdas, ao subir 1,06 % para 11,94 euros, depois de ontem Ferreira de Oliveira ter apresentado ontem a sua estratégia aos investidores, prevendo investir até 1,6 mil milhões de euros por ano até 2017.

Fora dos mercados accionistas, o euro depreciava 0,35% para 1,3002 dólares, ao mesmo tempo que o barril de ‘brent', referência para as importações nacionais, perdia 0,83% para 110,68 dólares.

 

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