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Praças europeias sofrem ‘mini-crash’, pressionadas por indefinições políticas e receios de estagnação da economia norte-americana.
A agenda política europeia é preenchida para este mês e os mercados receiam as decisões que possam vir a ser tomadas. Ontem, as bolsas europeias continuaram em queda livre, com o índice que mede a pulsação às ‘praças' do ‘Velho Continente', o Stoxx Europe 600, a resvalar 4,14%. Isto após ter cedido 2,44% na sexta-feira, as piores sessões desde Maio de 2009. O PSI 20 conseguiu limitar as perdas, descendo 2,82% na sessão. No entanto, nenhuma cotada resistiu às perdas.
A justificar as quedas estão, segundo o administrador da Fincor, Pedro Pereira Coutinho, "as incertezas a nível económico e político, tanto na Europa como nos EUA, e os receios de estagnação do crescimento da maior economia do mundo".
As descidas de ontem ocorreram após o partido da chanceler alemã, Angela Merkel, ter perdido mais umas eleições regionais. A derrota "faz com que a oposição ganhe mais poder político, tornando o processo associado a mais pedidos de ajuda ou pedidos adicionais mais complicado de aprovar", explicou o analista da IG Markets, Duarte Caldas, ao Diário Económico. Isto, nas vésperas do Tribunal Constitucional alemão se pronunciar sobre o processo legislativo da ajuda à Grécia.
"Os riscos políticos irão dominar o resto do mês", referiram ontem os economistas do Barclays Capital num relatório. Na Europa, o processo de aprovação da nova versão do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e as medidas que os países sob maior stress irão tomar para atacar o problema das contas públicas estarão em foco. Já nos EUA, o mercado quer ver respostas de Obama e do presidente da Reserva Federal sobre as políticas para estimular o emprego e reanimar a economia.
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