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Acções (act.2)

Bolsas à deriva aguardando acção dos bancos centrais

Alberto Teixeira  
31/07/12 08:02


Europa à deriva com expectativa de que bancos centrais venham a intervir na crise na zona euro.

A expectativa de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) vai anunciar mais medidas de estímulo na próxima reunião estão hoje a impulsionar as bolsas europeias, numa altura em que os investidores estão mais convencidos de que o Banco Central Europeu (BCE) vai reactivar o programa de compra de dívida para ajudar a travar a crise na Europa. Ontem, o Presidente norte-americano, Barack Obama, revelou que não acredita no final do projecto da moeda única.

É neste cenário que as bolsas de Madrid e Frankfurt subiam 0,52% e 0,06%, respectivamente. Já o CAC 40 de Paris perdia 0,17%. E o principal índice português, o PSI 20, invertia para perdas de 0,48% para 4.662,12 pontos.

"A convicção de que os Bancos Centrais estão, novamente, a agir de forma a antecipar uma eventual deterioração da actual conjuntura está a induzir muitos investidores a encararem a crise europeia de uma forma menos pessimista", referiram os analistas do BPI no Diário de Bolsa. "Para que o impacto das palavras de Mario Draghi perdura é necessário que sejam acompanhadas por factos, que dos próprios bancos centrais (que se reúnem esta semana, quer dos políticos europeus", acrescentaram.

Em termos empresariais, destaque para os títulos do UBS, que desciam mais de 4%, depois de ter apresentado uma queda de 58% do lucro no segundo trimestre para 425 milhões de francos suíços. O Deutsche Bank também viu o seu lucro do seu banco de investimento descer 63% para 357 milhões de euros no mesmo período, abaixo do esperado. Os títulos do banco alemão subiam 0,65% para 24,81 dólares.

Por Lisboa, apenas três cotadas seguiam em terreno negativo: EDP, Sonae Indústria e Sonaecom.

Na banca, o BES perdia mais de 2% para 0,505 euros, depois de ontem ter anunciado uma queda de 86% do lucro para 25,5 milhões de euros na primeira metade do ano, um desempenho que saiu pior do que o esperado. BPI e BPC também deslizavam.

Fora dos mercados accionistas, o euro seguia inalterado nos 1,2263 dólares, ao mesmo tempo que o barril de ‘brent', que é referência para as importações nacionais, descia 0,5% para 105,71 dólares.





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