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BCP e BPI ganharam mais de 2% mas PSI 20 fechou a cair 0,2%. Europa também recuou com pressão da Grécia.
A banca nacional fechou hoje com um desempenho positivo após ter apresentado na semana passada prejuízos recorde de quase 1,1 mil milhões de euros em 2011, BCP,BES e BPI avançaram hoje entre 1,5% e 3% , com destaque para o BCP, que avançou 2,82% para 0,146 euros, depois ter revelado que planeia recorrer ao Estado para reforçar capital. Também o Banif, que ainda não apresentou contas, subiu 0,34% para 0,29 euros.
"Eu creio que o sector financeiro vai surpreender pela positiva em 2012. Os bancos portugueses fizeram bem o trabalho de casa nos últimos anos. No caso do BCP o presidente disse que havia um accionista interessado em reforçar no capital. E isso permite aos investidores terem menos incerteza", disse Pedro Lino, da Dif Broker, ao ETV, ressalvando que o "BCP nas condições actuais é impossível voltar a valer um euro."
Apesar do bom desempenho do sector financeiro, o principal índice português não conseguiu divergir das perdas registadas na Europa. O PSI 20 caiu 0,17% para 5.481,31 pontos, no dia quem a Reuters avançou que o Governo português teve conversações preliminares com assessores sobre uma eventual reestruturação da dívida nacional - a notícia foi prontamente negada pelo Ministério das Finanças. A exemplo, de resto, da Grécia, cujas negociações continuam em ‘stand-by'. A Comissão Europeia diz que o tempo para a Grécia já esgotou há muito, mas os responsáveis gregos e a ‘troika' estão decididos a estabelecer um acordo até amanhã.
Para Pedro Lino, "o principal problema de uma eventual saída da Grécia do euro é a imagem que vai passar para Portugal. Resta ao BCE comprar dívida pública, que tudo corra bem e que Portugal consiga ter ajuda dos seus parceiros europeus. Só assim conseguiremos estabilizar a nossa situação."
Face à iminente possibilidade de a Grécia entrar em ‘default', o parisiense CAC 40 e o madrileno Ibex 35 perderam entre 0,3% e 0,7%. Também o Mib de Milão recuou 0,3%. Fora dos mercados accionistas, o euro perdia 0,62% para 1,3077 dólares.
Por Lisboa, foram sobretudo os títulos das cotadas com maior expressão no índice a ditar novo dia de perdas. A Galp cedeu 1,14% para 13 euros, divergindo da subida do preço do barril de ‘brent', que é a referência para as importações nacionais: valorizava há instantes quase 0,5% para cima dos 115 dólares.
Outros destaques negativos vão para a Jerónimo Martins, que caiu mais de 2% para 12,84 euros, e para a EDP, que perdeu 1,09% para 2,18 euros. No caso da retalhista nacional, o director-geral da Biedronka (negócio da Jerónimo Martins na Polónia), Tomasz Suchanski, afirmou esperar um crescimento de 20% nas vendas em 2012.
No total foram oito as cotadas que fecharam abaixo do nível de água.
A travar maiores perdas estiveram as acções da Portugal Telecom, que subiram 2,5% para 4,11 euros. Também os títulos da Mota-Engil estiveram hoje a acelerar mais de 3% após ter revelado a adjudicação de obras no valor de 900 milhões de euros em África. No fecho da sessão, porém, ganhou apenas 0,5% para 1,25 euros.
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