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Foi o pior ano de sempre para os três grandes bancos cotados nacionais.
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Crise de dívida, Grécia e transferência do fundo de pensões explicaram resultados negativos dos três principais bancos nacionais cotados.
Foi um ano para esquecer para a banca nacional. Os três maiores bancos nacionais cotados fecharam 2011 com um prejuízo histórico de 1.098,8 milhões de euros, em linha com o esperado pelos analistas consultados pelo Económico. O número compara com o lucro de 1.040 milhões de 2010.
As justificações para os piores resultados de sempre para a banca portuguesa são praticamente as mesmas para BCP, BES e BPI. A pressão da crise de dívida na Europa, investimento em dívida pública grega, imparidades de crédito, necessidade de reforçar capitais próprios e efeitos da transferência do fundo de pensões dos bancos para a Segurança Social explicam os prejuízos acentuados.
O BCP reportou um prejuízo de 786 milhões de euros no ano em que afundou 74% em bolsa. Carlos Santos Ferreira está de saída da liderança do banco, devendo dar lugar a Nuno Amado, que se prepara para estrear um novo modelo de governance: o monista. E como plano de recapitalização do banco está previsto o recurso ao Estado, a entrada de novos accionistas de referência - o principal candidato para esta entrada é, tal como o Económico já havia anunciado, o China Development Bank - e o eventual reforço da Sonangol.
No BPI os prejuízos ficaram nos 204 milhões de euros. Só o reconhecimento de imparidades na conta de resultados correspondentes a menos valias latentes na exposição à dívida soberana grega foi de 339 milhões de euros. Na apresentação dos resultados, Fernando Ulrich, CEO do banco, assumiu o facto: "Não tenho orgulho em ter comprado dívida grega".
Já o BES contabilizou prejuízos de 108,8 milhões, o que na opinião de Ricardo Salgado, líder da instituição, "não foram nada brilhantes, mas face à actual conjuntura também não foram maus de todo".
A amenizar as perdas dos bancos esteve a actividade internacional. O BES, por exemplo, conseguiu um lucro de 160,8 milhões de euros na actividade internacional, o que representa, ainda assim, uma quebra de 21% em relação a 2010. Já o BPI obteve um lucro de para 90 milhões de euros com os negócios fora de portas. O BCP mais do que duplicou os lucros na actividade lá fora, que se cifraram em 122,7 milhões de euros.
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