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BES e BCP vão participar na próxima cedência de liquidez a três anos. BPI ainda está a estudar a hipótese.
BES, BCP e BPI participaram na inédita cedência de liquidez ilimitada a três anos (LTRO) feita pelo Banco Central Europeu para injectar dinheiro no sistema financeiro. Os bancos liderados por Ricardo Salgado e por Carlos Santos Ferreira solicitaram, cada um, cinco mil milhões de euros nessa operação, que ocorreu a 21 de Dezembro. Já o BPI, revelou fonte oficial do banco, foi buscar dois mil milhões de euros. Tanto o BES como o BCP planeiam participar na segunda operação de refinanciamento a três anos, agendada para 29 de Fevereiro. Por seu lado, o presidente-executivo disse, num encontro com analistas, que ainda está a avaliar essa opção.
Fernando Ulrich referiu que "foi uma grande e muito importante decisão do BCE e já teve, até hoje, uma contribuição muito positiva para o mercado, ou pelo menos para alguns mercados na Europa". O presidente-executivo do banco não confirmou se o BPI irá participar na operação deste mês, referindo que é algo que tem de ser analisado com muito cuidado, dado os limites impostos pela ‘troika' até final de 2014 no recurso dos bancos nacionais a financiamento junto do BCE.
Já o ‘investor relations' do BCP, Rui Coimbra, referiu aos analistas que o banco poderá aproveitar a próxima operação de refinanciamento a três anos para substituir alguns dos empréstimos que já foram cedidos pelo BCE, mas não prevê aumentar o recurso total a Frankfurt por causa desta operação.
No caso do BES, o analista do BPI presente na conferência, referiu numa nota que "do financiamento do BCE [ao banco] de 8,7 mil milhões de euros no final de 2011, cinco mil milhões foram levantados no LTRO a três anos. A gestão declarou que pretende recorrer ao LTRO deste mês, mas ainda não decidiu a quantia".
Apesar da operação inédita do BCE, com empréstimos de 489 mil milhões de euros com uma taxa de 1% aos bancos europeus, o recurso dos bancos portugueses a Frankfurt teve uma subida mensal em Dezembro de apenas 312 milhões de euros. Situou-se no final desse mês em 46 mil milhões de euros. Estes números indicam que os bancos portugueses aproveitaram a cedência de liquidez a três anos para substituir empréstimos de prazos mais curtos que já haviam sido concedidos pelo BCE, substituindo-os por um financiamento com um prazo mais alargado.
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