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Aliado de Merkel, o deputado Norbert Barthle, admitiu algumas concessões à Grécia, desde que o país se comprometa a atingir metas.
"Pequenas concessões são viáveis desde que sejam feitos no âmbito do segundo programa de ajuda", referiu Barthle em declarações por telefone à Bloomberg. "Por exemplo, os juros e a maturidade dos empréstimos podem ser ajustados, como aconteceu com o primeiro pacote de resgate para a Grécia", apontou.
Ainda assim, para o porta-voz da CDU, partido de Angela Merkel, é "absolutamente importante" que os gregos demonstrem "vontade no cumprimento de todas os termos da assistência financeira". "A bola está do lado dos gregos", acrescentou.
As declarações de Barthle surgem na véspera de vários encontros entre os líderes europeus com o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, em Atenas, sendo a primeira vez que Berlim admite ceder.
O responsável grego pretende que os cortes e a luta com o défice ocorram ao longo de um período de quatro anos e não de dois. Tudo para que até 2016 o défice seja reduzido em 1,5% ao ano e não os 2,5% previstos pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia.
Amanhã Samaras recebe o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. E, no dia seguinte, é a vez de se reunir com François Hollande e a chanceler alemã.
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