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Após a primeira derrota na Liga, em Guimarães, a vantagem sobre o Porto diminuiu para dois pontos. Treinadores afastam cenário de quebra de rendimento.
Da primeira derrota do Benfica na Liga restaram imagens de felicidade do Vitória de Guimarães, num perfeito contraste com os rostos sombrios da comitiva lisboeta. O Porto, que visita a Luz no dia 2 de Março, ficou apenas a dois pontos e, no sábado, o líder tem nova deslocação, desta vez a Coimbra. "Equipas como o Benfica têm de dar respostas rápidas a situações deste género e isso vai acontecer no próximo encontro", sublinha Dito, treinador do Varzim, além de antigo central benfiquista e portista.
Responsável pela equipa do Tondela e ex-jogador benfiquista, Vítor Paneira comentou o encontro de Guimarães para a Sport TV e reitera a ideia de que "o resultado foi demasiado penalizante para o Benfica, cuja actuação na 2ª parte justificava, pelo menos, o empate", levando a que "tanto o Benfica como o Porto dependam de si próprios para conquistar o título".
Só que não houve resposta ao golo de Toscano e Dito identifica o principal obstáculo encontrado pelos líderes da Liga: "Sendo muito forte em ataque rápido, o Benfica mostra-se pouco confortável e enfrenta dificuldades quando joga à largura perante um opositor fechado nos últimos 30 metros. O Vitória marcou e, depois disso, foi sempre seguro na organização defensiva", indica. E terá sido Jorge Jesus o pior inimigo de si próprio por demorar muito tempo a fazer mudanças, em especial as entradas de Bruno César e Nélson Oliveira apenas nos últimos minutos? "Colocar mais gente nos últimos 30 metros, quando já existe uma concentração de jogadores nessa zona do terreno, muitas vezes só serve para complicar. O Benfica tentou levar a bola pelo chão até à área e Aimar trabalhou imenso, mas os resultados não foram os pretendidos", aponta Dito.
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