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Carlos Santos Ferreira continuará a liderar a gestão do maior banco privado português.
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Uma delegação do Conselho Geral e de Supervisão do BCP irá no fim do mês ao Brasil e à China.
No final deste mês uma delegação de membros do Conselho Geral e de Supervisão, onde se inclui o representante da Sonangol, estará no Brasil e na China para tentar acordar a entrada de dois novos accionistas no capital do BCP. Se chegarem a acordo, à data da apresentação de resultados anuais, marcada para o dia 1 de Fevereiro, o BCP já estará em condições de anunciar o ICBC (Industrial and Commercial Bank of China) e o Banco do Brasil como novos accionistas. "Neste momento ainda não está nada fechado", revela fonte ao Diário Económico. O objectivo do BCP é que estes novos accionistas, caso aceitem os dois entrar no capital do banco português, tenham cada um uma posição equiparada à da Sonangol, isto é, de 15% cada, soube o Diário Económico. Desta forma o BCP pretende seguir o modelo do BPI, com três grandes accionistas estratégicos estrangeiros.
A entrada no BCP deverá fazer-se através de um aumento de capital do banco reservado a esta finalidade (a novos accionistas).
A conquista de dois novos accionistas de peso para o capital do BCP é um desígnio do presidente do banco, Carlos Santos Ferreira, que nas últimas semanas do ano, antes do problema de saúde que o impede de continuar a viajar de avião, foi três vezes ao Brasil e depois à China. Nessas viagens o investimento em acções do BCP terá sido amplamente abordado com o ICBC e com o Banco do Brasil com vista a uma entrada no capital do banco.
Com a entrada de dois novos accionistas estratégicos, o BCP resolve o problema do reforço de capital do banco, para cumprir as metas de core capital da EBA - de 9% em Junho de 2012, incorporando as desvalorizações da carteira de dívida soberana europeia, e de 10% segundo o Banco de Portugal, para o final do ano. Mas resolve também o problema da estabilidade accionista. Neste momento o BCP tem um único accionista relevante: a Sonangol (que, com a InterOceânico, controla perto de 15% do BCP). Mas isso não chega para garantir uma estabilidade accionista, numa altura em que é exigido aos bancos que estejam permanentemente a reforçar capitais. Por outro lado, a chegada de novos accionistas permite minimizar o impacto de uma eventual entrada do Estado caso o BCP recorra à linha de recapitalização da ‘troika'. Apesar de o diploma prever que o Estado não possa controlar o banco durante o período de intervenção estatal, o banco liderado por Santos Ferreira prefere que o BCP tenha uma estrutura de accionistas privados forte.
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