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Para cumprir com as metas europeias, o BCP tem de se recapitalizarl em 2.361 milhões e o BPI necessita de 1.717 milhões.
O BCP e o BPI já reagiram às medidas acordadas esta madrugada pelos líderes europeus para o sector financeiro. Entre elas está o reforço do rácio de capital core tier 1 dos bancos europeus para 9% a partir de 30 de Junho de 2012. Além disso, ficou ainda decidido que os bancos deverão passar a reconhecer as obrigações do Tesouro dos Estados-membros nas suas contas ao valor do mercado até 30 de Setembro de 2011.
Em comunicado enviado à CMVM, o BCP informa que o montante global das necessidades de capital identificadas para o banco é de 2.361 milhões de euros, correspondendo 1.299 milhões de euros ao valor resultante da avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana.
O banco liderado por Carlos Santos Ferreira sublinha, contudo, que "de 30 de Junho de 2011 até à presente data foram realizadas um conjunto de iniciativas que proporcionaram um aumento dos fundos próprios (Core Tier I) em mais de 600 milhões de euros", pelo que o reforço acima mencionado "deverá ser deduzido para cerca de 1.750 milhões de euros".
No mesmo comunicado, o BCP admite ainda recorrer à linha de capitalização do Estado, criada no âmbito do acordo com a troika. "O BCP continuará a desenvolver as iniciativas já programadas para reforço do seu capital, nomeadamente a redução de activos ("deleveraging") e a reestruturação do seu portfolio internacional, bem como estudará outras oportunidades disponíveis, incluindo a linha de recapitalização de 12.000 milhões disponíveis para os bancos portugueses", pode ler-se.
No caso do BPI, o reforço de capitais próprios será de 1.717 milhões de euros a realizar também até 30 de Junho de 2012, sendo que "deste montante, 1.640 milhões de euros correspondem ao valor resultante da avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana".
Tal como o BCP, também o BPI admite recorrer à ajuda do Estado. "O Banco BPI vai analisar todas as opções de que dispõe para concretizar este reforço de capital, incluindo a utilização da linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros".
O banco liderado por Fernando Ulrich refere ainda que anunciará brevemente as medidas a tomar para cumprir com as novas metas.
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