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Os analistas estimam que o BCP recorra à linha do Estado num montante que oscila entre os dois mil milhões e os três mil milhões.
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BCP vai convocar uma assembleia-geral em Fevereiro. O Banco de Portugal recebe hoje os planos de recapitalização do sector.
O BCP e o BPI vão recorrer à linha de recapitalização do Estado, sabe o Diário Económico, confirmando a possibilidade que já tinham assumido publicamente. Já o BES opta por recorrer aos accionistas para reforçar os rácios de capital e espera-se para breve o anúncio de um aumento de capital, que os analistas estimam que possa oscilar entre 1.000 e 1.500 milhões.
No caso do BCP, o banco já tem previsto convocar uma AG extraordinária para Fevereiro, para levar aos accionistas o recurso à linha de recapitalização dos 12 mil milhões, que implica que o Estado pode vir a tornar-se accionista, em caso de incumprimento, ao fim dos cinco anos. A nova lei prevê que neste período inicial o Estado possa nomear "um membro não executivo para o órgão de administração e ou um membro para o órgão de fiscalização da instituição de crédito".
Estes três bancos, juntamente com a CGD, têm até hoje para apresentar ao Banco de Portugal os seus planos de capitalização. Neles terá de ficar claro o que tencionam fazer para cumprir as exigências da EBA em Junho. Para lá chegar, apenas a CGD não pode utilizar a ajuda estatal. O recurso a um reforço do accionista, o Estado, deverá ser uma das vias principais para o conseguir.
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