Governadores estão divididos na estratégia de saída e dizem-no à imprensa, à revelia de Trichet.
Estalou o verniz entre os membros do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), divididos sobre a estratégia de saída da crise que deve ser implementada. Os que têm visões distintas da versão oficial do banco não se inibem de fazer declarações, sinalizando que a autoridade monetária deve ser mais apressada a retirar os apoios à economia.
É neste clima que se realiza a reunião de hoje, onde o BCE deve manter as taxas de juro em 1%. Há já uma semana que surgiu um burburinho em torno do BCE, porque os governadores estariam divididos sobre a altura em que devem começar a ser retirados os apoios ao sistema financeiro. Na semana passada, o governador do banco central alemão, Axel Weber, afirmou que a autoridade monetária "não vai esperar" pela queda do desemprego para começar a "restringir" a actual política expansionista. Weber lembrou que algumas medidas "vão ser necessárias durante mais tempo do que outras", cuja retirada deve iniciar-se em breve. No mesmo dia, o governador belga, Guy Quaden, veio defender a manutenção da política expansionista durante o tempo que for necessário, dizendo que a estratégia de saída "tem que ser gradual, não brutal".
As divergências, ao fim ao cabo, não são novidade este ano. Na altura de definir a estratégia de combate à crise, criaram-se quase como que duas facções dentro do conselho. Houve quem defendesse a urgência em baixar os juros até onde fosse preciso. Mas outros, como Weber, defenderam sempre que nunca a taxa de referência poderia cair abaixo de 1%. De qualquer forma, nunca os governadores se coibiram de comentar as decisões do BCE à imprensa.
Mas agora o cenário muda de figura por duas razões: Primeiro porque, ao contrário do que é habitual, quem tem vindo falar à imprensa são aqueles que discordam da posição comum. E fazem-no quase de forma a demarcar-se da decisão da autoridade monetária. Segundo, porque ao falarem no domingo passado, os governadores violaram a regra de sigilo instaurada em 2001 por Wim Duisenberg, segundo a qual os membros do conselho não podem falar sobre a política monetária do BCE uma semana antes da habitual reunião de quinta-feira.
Julian Callow, economista-chefe do Barclays, lembra que os governadores quebram a regra de vez em quando, sobretudo "quando querem moldar o debate no conselho". O problema, explica Jacques Cailloux, economista-chefe do Royal Bank of Scotland, é que "os comentários são sempre moldados pela personalidade de cada um", o que "pode de alguma forma dar um sinal enviesado do que é debatido". E não convém dar sinais contraditórios ao mercado. De resto, os comentários de Weber, sobre uma eventual mudança na orientação da política fizeram subir os juros das obrigações.
Autoridade monetária deve manter taxa de juro em 1%
A reunião de hoje do BCE não deve trazer grandes novidades. Em termos de juros, a autoridade monetária deve manter a taxa inalterada em 1% pelo sexto mês consecutivo. Mas o mercado espera ver algumas indicações sobre quando vão começar a ser retiradas algumas das medidas extraordinárias do banco. É opinião consensual entre os analistas que o BCE vai começar a retirar os apoios antes de subir a taxa de referência. E a indicação de Weber, segundo a qual as operações de mais longo prazo vão em breve ser sujeitas a uma política mais restrita, fez surgir a ideia que Trichet poderá dar alguma indicação nesse sentido.
No entanto, Howard Archer, economista-chefe da Global Insight para a zona euro, lembra que a inflação em 2010 "vai ser inferior" à meta do BCE - abaixo mas próxima de 2% -, o que dá espaço ao banco para "manter uma política expansionista durante os próximos meses".
Com o dólar em forte queda, Trichet também deve ser questionado sobre os problemas de um euro forte, mas deve "limitar-se a dizer que qualquer volatilidade excessiva da moeda não é bem-vinda", conclui Archer.
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O Sr Trichet, não tem capacidade para estar naquele lugar.
Enquanto mantiver o euro neste patamar arrasa tudo, e depois de rebentado nem trancas na porta, esse sr esta louco, assim como outros senhores que tem poder.
Quer dizer tão a discordar nas maneiras a lixar o POVO
Enquanto os valores da sociedade assentarem no dinheiro nada mudará. Apenas parecerá que muda. os altos e baixos da economia fazem parte de uma sociedade que tem tudo ao seu alcance porque um planeta lho dá, mas que não pode aproveitar tudo com o máximo de eficiência porque é preciso dinheiro para as coisas andarem. Quem descobriu a electricidade, o telefone, o motor de combustão e todas as tecnologias que surgiram antes do século XX não tinha em mente o lucro. No entanto, teve motivação para inventar. Estranho, não?
O BCE e o Sr. Trichet, são, para além da ganância, agiotagem e má, péssima, desonesta e, quantas vezes, imoral gestão danossa dos Bancos e financeiras, são os grandes responsáveis da crise económica e financeira da humanidade ...
Tanto puxaram a corta que ela rebentou ...
Estas instãncias banqueiras e financeiras, tomaram conta e escravizaram os povos do mundo e os governos que aceitaram essa impusição ...
Acredito que se esta gente banqueiros, grandes empresários, empresas etc. etc. não foram mais equilibrados, justos, tirarem os dinheiros dos off. shores etc. etc. e os colocarem em bancos honestos e que cobrem juros justos, o mundo pode passar por uma revolta que pode destruir TUDO e não fica nada para ninguem, nem aparecer ou se salvar ninguem para contar o que se passou ...
O Sr. Pedro Barbosa, ainda não percebeu que bem ou mal é o lucro e a economia que nos paga os ordenados ao fim do Mês, mas se quiser ir viver para paises que não entendem o Lucro, pode ir para Cuba ou então para o Pais das Maravilhas que é a Coreia do Norte.