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Weber deve suceder a Trichet no BCE no próximo ano.
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Governador do Bundesbank defende que o BCE deve continuar a gerar liquidez à banca até depois do final do ano.
E só nessa altura, diz, é que o banco central deve estudar a possibilidade de retirar os estímulos à economia.
Axel Weber, governador do banco central alemão - Bundesbank - e membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) revelou à Bloomberg TV que "algumas das medidas excepcionais que temos [BCE] tomado estão a esgotar-se, como é o caso da provisão de liquidez para metade do ano".
Por essa razão, Weber, que no próximo ano deverá suceder a Jean-Claude Trichet à frente do BCE, defende que "não será sensato continuar com estas operações de longo prazo".
Questionado sobre a possibilidade da autoridade monetária do euro começar a retirar os estímulos à economia, Weber refere que essa decisão deverá ser tomada no primeiro trimestre de 2011. "É claro que temos de remarcar um procedimento de normalização."
No entanto, o governador do Bundesbank não deixa de assinalar a necessidade do BCE manter a alocação semanal, mensal e trimestral das operações de refinanciamento até depois do fim do ano, que é "usualmente rodeada de alguma incerteza dada a situação de liquidez."
Sobre as recentes operações de recompra de obrigações por parte do BCE, Weber reiterou a sua oposição referindo que, por terem sido efectuadas num número limitado "apenas tiveram um papel menor" e que "não fazem parte da caixa de ferramentas ‘standard' da política monetária e, como tal, implicam riscos".
Recorde-se que o BCE já comprou 60,5 mil milhões de euros de obrigações e nas últimas semanas esse volume tem vindo a diminuir.
Na mesma entrevista Weber revela-se algo optimista quanto ao futuro da economia europeia.
Apesar de considerar que as últimas notícias sobre os EUA e de alguns países emergentes revelarem sinais de incerteza nestes mercados, o governante acredita que a recuperação na Europa está a caminhar no bom sentido e que o "quadro revela-se muito mais brilhante do que no ano passado."
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