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Athanasios Orphanides mostra-se preocupado com a situação portuguesa.
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Athanasios Orphanides, membro do conselho de governadores do BCE, comentou hoje a situação de Portugal.
Em entrevista ao Wall Street Journal, o governador do banco central do Chipre diz que existe uma "especial urgência" na situação de Portugal.
No mesmo depoimento, o economista, que passou pela Reserva Federal entre 1990 e 2007, sugere que Portugal está a ser penalizado pela demora da UE em tomar decisões que devolvam confiança aos mercados.
"Fracamente, passou muito tempo desde o início da crise soberana e ainda não completamos o nosso trabalho", declarou, acrescentando que "quanto mais tarde os líderes políticos acertarem uma resposta que assegure estabilidade, maior é a ameaça de uma crise similar à que vivemos em 2010". Neste clima, avisou, não por ser descartada uma nova onda de pressão sobre os juros da dívida soberana.
A declaração de Athanasios Orphanides surge depois de o presidente do Banco Central Europeu (BCE) ter aconselhado este fim-de-semana o Governo português a antecipar a concretização do seu plano nacional de reformas de 2011, agendado para meados de Abril, para convencer os mercados e sacudir a especulação de um resgate forçado nos próximos meses.
Na mesma linha, o comissário dos assuntos económicos, Oli Rehn, defendeu ser "essencial que Portugal consubstancie as reformas estruturais inicialmente anunciadas", notando que "há um progresso a ser feito neste domínio".
Já o ministro das Finanças da Alemanha garantiu este fim-de-semana que o país não está a pressionar Portugal a pedir ajuda ao FMI e ao Fundo Europeu.
"O Governo alemão não está a pressionar o Governo português. Não pressionamos nenhum estado-membro. Cooperamos estreitamente. O Governo português sabe o que é do interesse de Portugal", afirmou Wolfgang Schaeuble.
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