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Bayão Horta estava na presidência da Cimpor há nove anos.
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Ricardo Bayão Horta, presidente do conselho de administração da Cimpor há nove anos, renunciou hoje ao cargo.
A saída do gestor já era esperada, dado que a empresa terá brevemente um novo conselho de administração que reflectirá as mudanças na estrutura accionista. Teixeira Duarte e Lafarge saíram para darem lugar aos brasileiros da Camargo e da Votorantim.
A renúncia de Bayão Horta foi hoje comunicada ao mercado num comunicado emitido pela CMVM. No documento lê-se que a decisão foi tomada "considerando os interesses da Cimpor, dos seus accionistas, colaboradores e demais ‘stakeholders'" e a "profunda alteração da estrutura accionista".
O gestor sai, lê-se no mesmo comunicado, para "proporcionar uma antecipação do rejuvenescimento da liderança da empresa".
A liderar essa "mudança" estará um antigo administrador do BCP, Francisco de Lacerda, que deve ser o próximo presidente da comissão executiva.
Esta comissão será composta por cinco administradores: entre eles, António Varela e Luís Sequeira Martins (actuais administradores executivos). Falta ainda escolher os outros dois administradores executivos. Um deles poderá ser Luís Ribeiro Vaz.
No conselho de administração, que passará a ser composto por 14 elementos, dos quais nove não executivos, manter-se-ão os representantes dos accionistas: José Manuel Fino, pela Investifino, que tem 10,7% da Cimpor; e Jorge Tomé, em representação do accionista CGD, com 9,6%. Entram, obviamente, os representantes da Votorantim e da Camargo, actuais maiores accionistas da Cimpor.
Na sessão de hoje, as acções da Cimpor caíram 0,56% para 5,53 euros (ver gráfico).
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