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O presidente da AICEP declarou hoje que nenhum dos grande investimentos que a agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal tem contractualizado "se perdeu, se suspendeu ou sequer se atrasou" devido à crise global.
Basílio Horta falava à entrada do segundo e último dia das Conferências Economist, hoje em Lisboa, sob o tema "Explorar Novas Oportunidades em Tempos de Crise".
Questionado sobre as previsões anunciadas segunda-feira pela Comissão Europeia, mais pessimistas que o cenário traçado por Lisboa, Basílio Horta disse que é "muito difícil fazer previsões", adiantando que "a turbulência é muito grande".
A Comissão Europeia prevê para 2009 uma contracção da economia portuguesa de 1,6%, o dobro do estimado por Lisboa (0,8%), e um défice orçamental de 4,6% também superior em 0,7 pontos às estimativas do Governo (-3,9%).
Basílio Horta declarou, no entanto, que "se o país conseguisse chegar a Abril/Maio como está hoje era muito bom".
"Pior é se não consegue", referiu.
Sobre os projectos da AICEP, o presidente da agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal mostrou-se tranquilo.
"Reconforta-nos em termos de agência que até hoje nenhum dos grandes investimentos que tínhamos contractualizado se perdeu, se suspendeu ou sequer se atrasou", declarou Basílio Horta.
"Por isso digo que se conseguíssemos manter [esta situação] até Maio/Abril, os portugueses ficariam melhor do que se pensa", sublinhou.
Em inícios de Dezembro, o presidente da AICEP anunciou que a agência tem intenções de investimento de 4 mil milhões de euros para 2009.
"Para 2009, é muito difícil quantificar o investimento que vai ser negociado, porque não sabemos como é que o mercado vai evoluir. Mas em termos de 'pipeline', de intenções globais de investimentos, temos 4 mil milhões de euros [para este ano]", disse o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
Basílio Horta lembrou que se trata de um 'pipeline' de intenções, pelo que pode ser que "não se concretize", mas adiantou que espera pelo menos manter o investimento negociado em 2008, apesar de reconhecer que este não é o momento ideal para a angariação.
"No universo do investimento contratualizado, podemos contratualizar apenas 10, 15, 20 ou 50%", exemplificou Basílio Horta.
A AICEP chegou ao final de 2008 com "pouco mais de dois mil milhões de euros negociados", abaixo dos 3 mil milhões negociados em 2007, mas mesmo assim constituindo o terceiro melhor ano de sempre", disse.
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