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Comissão quer enviar a Portugal, e a sete outros países, uma "equipa de acção" para reactivar criação de emprego para os jovens.
As reformas estruturais em Portugal e Itália "vão demorar tempo a dar resultados", avisou hoje o presidente da Comissão, Durão Barroso, na sua apresentação aos líderes europeus na cimeira que está a decorrer em Bruxelas. Portugal, sendo um dos oito países com maior desemprego jovem na Europa, deverá ser alvo de uma missão técnica ("equipa de acção") de Bruxelas para reparar o mercado laboral.
Barroso saudou as reformas no mercado laboral adoptadas na Alemanha entre 2003/5 e lembra que "a Itália e Portugal estão agora a decidir e a implementar reformas que também são de grande alcance. Mas os resultados vão demorar algum tempo a aparecer", acrescentou.
A "equipa de acção" que Bruxelas quer enviar a Portugal, e outros sete países, para atacar o problema do desemprego jovem, será composta pelos parceiros sociais, as autoridades locais e a Comissão, avisou Barroso. "Nas 11 semanas entre agora e meados de Abril, as ‘equipas de acção' vão desenvolver planos dirigidos para ser incluídos no programa nacional de reformas", disse.
Os fundos à disposição desta equipa serão os fundos que ainda não forem usados, e estiverem ainda sujeitos a reprogramação. Portugal ainda tem 1,76 mil milhões no quadro do Fundo social europeu para atribuir. "Vou escrever aos primeiros-ministros destes oito países depois desta reunião [de hoje] para começarmos a trabalhar imediatamente. Se esta abordagem produzir bons resultados podemos expandi-la a outros estados membros", concluiu.
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