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Banca (act.)

Barclays propõe rescisão a todos trabalhadores em Portugal

Mariana Adam  
07/02/12 11:38

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Todos os colaboradores efectivos do banco, cerca de 2100, receberam ontem um e-mail com uma proposta de rescisão amigável.

Foram 2.100 os funcionários do Barclays em Portugal que ontem receberam no seu e-mail uma proposta de rescisão de contrato, confirmou ao Económico fonte oficial do banco. O plano de redução de custos admite ainda a possibilidade de fechar balcões em Portugal.

Fonte oficial do banco garante, no entanto, que embora o plano de rescisões englobe todos os colaboradores efectivos da entidade bancária, o Barclays não vai sair de Portugal. "A intenção não é de todo fechar a operação em Portugal. Esse plano não está em cima da mesa", explica a mesma fonte acrescentando que a proposta de rescisão seguiu para todos os trabalhadores do banco "por uma questão de equidade", mas num cenário limite, em que demasiados colaboradores aderissem a este plano, o Barclays reserva-se "ao direito de recusar algumas propostas".

Este plano de rescisões arrancou ontem e deverá terminar em meados de Março, acrescentou a mesma fonte, recusando-se porém a adiantar qual o valor oferecido aos trabalhadores para negociar a rescisão. "São condições vantajosas. Tem grandes vantagens em termos financeiros. Além disso os funcionários mantêm o seguro de saúde e as vantagens no acesso ao crédito bancário. O banco disponibiliza ainda os serviços de uma empresa para a recolocação de trabalhadores no mercado. Além de uma boa indemnização financeira", acrescenta.

Esta informação foi hoje avançada pelos jornais Diário de Notícias e i, que adiantam também que o banco admite encerrar balcões em Portugal e não exclui outras formas de cortar custos, caso o plano de rescisões por mútuo acordo não seja bem sucedido. Em relação ao encerramento de balcões, fonte oficial apenas refere que " está a ser estudada, mas qualquer número é meramente especulativo".

A empresa recusa-se a falar num plano de despedimentos e explica esta medida com a necessidade de reduzir a base de custos face o contexto de contracção mundial. "Não é um plano de despedimentos. O objectivo é reduzir a base de custos do banco. A actividade bancária abrandou e o Barclays quer reduzir a sua base de custos para que possa crescer quando o mercado inverter a tendência", acrescenta.

 





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