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Os bancos devem vender activos das áreas de imobiliário e turismo.
É outra das estratégias do sector para aliviar os balanços e é bem vista pelo Banco de Portugal. Os bancos estão a ponderar desinvestir essencialmente em quatro áreas: imobiliário, turismo, construção e habitação. O crédito a estas áreas deve sair dos balanços dos bancos, no âmbito da desalavancagem. A venda destes créditos - que em muitos casos fazem parte da carteira de crédito em incumprimento ou em risco - por um lado serve para melhorar o rácio de transformação de depósitos em crédito e por outro melhora o rácio de solvabilidade pela via da redução dos activos ponderados pelo risco. Como se sabe, a meta imposta à banca pela ‘troika' é que os créditos não pesem mais do que 120% dos depósitos em 2014.
Por essa razão, tem havido negociações entre os vários bancos e as sociedades gestoras de fundos de ‘private equity': a ECS Capital, que constituiu o Fundo Lazer, Imobiliário e Turismo (FLIT), no valor de 385 milhões de euros; o Vallis Capital Partners, que está a lançar um fundo para activos no sector de construção que sejam viáveis (integrará por exemplo a Opway, do Grupo Espírito Santos e a Monte Adriano); a Explorer de Rodrigo Guimarães; a Capital Criativo, participada pela PT e a Ongoing Internacional. Todas estas sociedades (e outras que poderão estar a ser criadas) ou já têm ou estão a constituir fundos nestas quatro áreas, com a finalidade de os bancos trocarem os seus créditos malparados, em incumprimento e em risco, por unidades de participação nesses fundos. Este parece ser o negócio do momento, tal a proliferação de iniciativas nesta área dos fundos de ‘private equity'.
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