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A maioria dos bancos portugueses está muito dependente do financiamento externo e tem baixa solvabilidade
Os bancos portugueses estão muito dependentes do mercado monetário interbancário e do mercado de dívida para a sua actividade de concessão de crédito. O espelho disso são os elevados rácios de transformação de depósitos em crédito, que em média rondam os 145%, segundo dados dos relatórios e contas de 2009. Ou seja, os bancos portugueses dão muito mais crédito do que recebem de depósitos (ou outros recursos de clientes), o que significa que estão muito alavancados em financiamento externo.
Por outro lado em termos de rácio de solvabilidade a média ronda entre os 10% a 13%, o que traduz um nível precário de activos ponderados pelo risco. Isto apesar dos grandes reforços de solvabilidade que os bancos portugueses têm vindo a fazer. Ao nível do Tier 1 (fundos próprios de base), os bancos, no final de 2009, andavam todos acima dos 8%: CGD: 8,5%; BCP 9,3%; BES 8,3%; BPI 8,6%; Totta 11%.
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