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O Aman Bank tem a maioria dos seus balcões em funcionamento, apesar da situação caótica do país.
A guerra civil líbia está a ter um impacto limitado nas operações do Aman Bank, instituição participada em 40% pelo banco liderado por Ricardo Salgado. O Aman Bank está "operacional", avança fonte oficial do BES ao Diário Económico, e a prestar serviço aos clientes com a "generalidade" dos 23 balcões abertos. As únicas excepções são as agências localizadas "em zona de maior tensão", nomeadamente "metade dos onze balcões que o banco tem na região de Tripoli". A "meia de dúzia" de portugueses que trabalhava no banco, avança a mesma fonte, saiu logo no início da revolta popular, em Fevereiro.
A saída de todos os colaboradores portugueses do país é, de resto, a história de todas as empresas portuguesas que tinham operações na Líbia.
O Gabinete de Estruturas e Geotécnia (GEC), presente no mercado líbio em 2007, "encerrou a actividade em Fevereiro e retirou de lá o pessoal". João Daniel, responsável da GEC, espera agora "regressar ao país assim que possível" depois da empresar estar envolvida em quatro projectos - entre os quais o aeroporto de Tripoli e o complexo de universitário Al-Khoms. "Tudo depende agora de como as coisas evoluírem. Se o enquadramento se proporcionar a isso, reabriremos a actividade", conclui João Daniel.
Mais drástica foi a Bento Pedroso Construções, que estava presente na Líbia através da brasileira Odebrecht Engineering. "Desde Fevereiro que retirámos do país todos os nossos colaboradores expatriados. A nossa actividade é zero. Não temos pessoal, há que aguardar por uma clarificação da situação", disse fonte oficial da empresa ao Diário Económico. Decisão idêntica foi tomada pela Consulgal - Consultores de Engenharia e Gestão, que explicaram que, actualmente, "não está lá [na Líbia] ninguém", tendo todos os seus empregados "já regressado a Portugal". Tal como a GEG e a Bento Pedroso, a Consulgal diz estar "na expectativa de ver como é que as coisas evoluem".
A guerra civil líbia também veio paralisar os planos da Galp. Em Dezembro de 2010, a companhia liderada por Manuel Ferreira de Oliveira assinou um memorando de entendimento para a exploração e produção de petróleo e gás natural com a Libya Africa Investment Portfolio. A petrolífera portuguesa "não tem qualquer projecto em curso" neste país africano, afirma agora fonte oficial.
A resolução do conflito líbio pode, à partida, reverter o congelamento de activos do fundo soberano líbio (LIA) decidido pela ONU. A LIA, segundo um relatório da KPMG, investiu 12,8 milhões de euros em títulos de dívida do BCP e 8,7 milhões de euros em dívida do BES.
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