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Instituição liderada por Carlos Costa antecipa uma recessão ligeiramente maior em 2012.
O Banco de Portugal está ainda mais pessimista do que as três instituições internacionais responsáveis pelo resgate a Portugal e garante que a anunciada retoma para 2013 não será mais do que uma "virtual estagnação".
A instituição liderada por Carlos Costa estima que o consumo privado vai cair mais, antecipa uma contracção do investimento ainda mais profunda e espera uma recessão ligeiramente maior, mostram os dados do Boletim Económico de Inverno, publicado hoje.
O Banco de Portugal (BdP) está à espera que o consumo privado contraia 6% este ano, um valor acima dos 5,8% esperados pela ‘troika'. Em comunicado, o BdP frisa que "as condicionantes de origem interna implicarão uma contracção sem precedentes do consumo privado, em particular do consumo de bens duradouros".
Para o investimento, Carlos Costa estima uma queda de 12,8%, enquanto Comissão Europeia, o FMI e o BCE esperam uma redução de 10,3%. A recessão, diz o BdP, será ligeiramente mais profunda, adianta o Banco de Portugal, apontando para 3,1%, enquanto a ‘troika' prevê 3%. A retoma em 2013 também será mais tímida, garante, antecipando uma "virtual estagnação" na casa dos 0,3%, enquanto a ‘troika' projecta um aumento de 0,7%. Daí que a contracção prevista para o período 2011-2013 seja, segundo o relatório de Carlos Costa, "sem precedentes".
Só para a queda do consumo público e para as exportações é que o Banco de Portugal tem previsões menos negativas. No que toca ao consumo das administrações públicas o BdP aponta para uma redução de 2,9%, em vez dos 4,1% projectados pelas instituições internacionais e para as exportações prevê um crescimento de 4,1% em vez dos 3,8% esperados pela ‘troika'.
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