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O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) traça um cenário pessimista quanto à situação da banca.
Controlar as contas públicas, diminuir a dívida pública e cortar no défice externo. Estas são resultados que Portugal tem de conseguir, sob pena de "continuar a ter de pedir cada vez mais dinheiro" e de um dia lá fora se entender que o País já não consegue resolver sozinho os seus problemas. É esta a mensagem passada pelo presidente da Associação Portuguesa de Bancos, em entrevista este fim-de-semana à Antena 1.
António de Sousa acredita que "não é inevitável" uma intervenção do Fundo Monetário Internacional e que "era bom que nunca viesse a acontecer porque o processo de reajustamento seria muito mais penoso". Cumprir as metas orçamentais é, por isso, "fundamental" para que não chegue o dia "em que os investidores internacionais, o BCE, os órgãos comunitários e o FMI achem que Portugal não tem mais credibilidade e que precisa de alterar profundamente a sua maneira de actuar".
O presidente da APB não subscreve a posição de "muitos colegas economistas que acham que é inevitável" uma intervenção do FMI. Ontem, Ernâni Lopes, que falava numa conferência do jornal Sol, admitiu essa hipótese. "Não consigo justificar que nós nos sujeitemos a uma intervenção do exterior para resolver os nossos problemas. É um pouco esotérico que seja preciso o FMI resolver os problemas de Portugal e da União Europeia. Para meu grande desgosto estou quase a mudar de opinião. Mas ainda não mudei", disse o antigo ministro das Finanças.
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