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Representantes da banca internacional juntaram-se hoje à maratona negocial que envolve o Governo grego e a 'troika'.
O director do Instituto Internacional de Finanças, Charles Dallara, representante da banca internacional - que prevê conceder à Grécia o perdão de parte da sua dívida - entrou na residência oficial do primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, que manteve também reuniões de emergência com as forças políticas que integram o seu governo.
O director do Deutsche Bank Josef Ackermann está também em Atenas para acordar um plano de reformas adicionais de austeridade, disse fonte governamental grega.
O governo de Atenas tem estado em negociações com a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu (a chamada 'troika') para aprovar um segundo plano de resgate de 130 mil milhões de euros, aprovado na cimeira europeia de Outubro passado.
A pressão junto do governo grego apertou-se ainda mais pela necessidade de alcançar um acordo com os investidores privados para perdão de parte da dívida de 350 mil milhões da dívida grega e de obter um novo pacote de auxílio antes de 20 de Março, quando terá de reembolsar 14,5 mil milhões de euros aos detentores da sua dívida pública.
George Papandreou, Antonis Samaras e George Karatzaferis, líderes dos partidos que suportam o governo - mantêm objecções à aprovação das novas medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais.
Entretanto, o ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, admitiu que as negociações entre o Governo grego e a 'troika' internacional entraram numa fase crítica, sublinhando que "a distância que separa as negociações do bloqueio é muito curta".
Evangelos Venizelos referiu aos jornalistas que "da parte dos parceiros europeus, há muita pressão e impaciência".
Segundo o ministro das Finanças grego, já há acordo sobre a recapitalização dos bancos e as privatizações, não tendo sido ainda alcançado um consenso sobre a redução dos salários do sector privado e as medidas para reduzir a despesa pública.
O governo grego e os banqueiros negoceiam há já três semanas um acordo para um perdão de 100 mil milhões de euros da dívida do país e evitar que este entre em falência.
O perdão de parte da dívida grega pelos credores privados está incluído num pacote que abrange a legitimação do segundo programa de resgate de 130 mil milhões de euros, aprovado na cimeira europeia de Outubro e que volta a envolver a troika internacional.
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