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Crise

Banca já só publicita produtos de poupança

Maria Ana Barroso  
19/07/10 00:08

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1 leitores

Crise de liquidez está espelhada nas campanhas das instituições, centradas na captação de recursos de clientes.

Os bancos não estão a promover a concessão de crédito e apostam em massa na captação de depósitos. O sector já tinha avisado que iria ter de começar a restringir a concessão de crédito e os efeitos da crise de liquidez estão mais do que nunca espelhados nas campanhas publicitárias.

O Diário Económico analisou os sites de dez bancos - CGD, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Banif, Montepio, Crédito Agrícola, Finibanco e Finantia - e o que encontrou não deixa margem para dúvidas. Seja promovendo depósitos puros ou outras soluções de investimento, vendendo seguros ou aproveitando, por exemplo, a vinda dos emigrantes para conquistar as suas poupanças, a aposta da banca nacional está focada no aumento de recursos de clientes. Todas as instituições estão focadas, pelos produtos que promovem, na captação de poupanças. Realidade semelhante é visível nas campanhas da rádio e televisão.

Quanto ao crédito, continua a haver alguma promoção por parte de alguns bancos no que diz respeito às pequenas e médias empresas, mas sempre ligado às linhas de crédito patrocinadas pelo Governo, como a PME Investe. De resto, apenas se promovem alguns produtos de crédito ao consumo.
O crédito à habitação, produto âncora que durante muito tempo esteve no centro das estratégias de captação de clientes da banca, pela relação de longo prazo que impõe, está fora dos escaparates. Nos dez bancos analisados, apenas um, o BCP, promove na página inicial do seu ‘site' este produto.

Para um dos analistas do sector bancário contactado pelo Diário Económico, esta realidade não é uma surpresa e já tinha sido, de certa forma, "anunciada" pelos bancos. "Há uma diminuição evidente da taxa de evolução do crédito", diz o especialista.

Os números comprovam-no. Segundo as estatísticas do BCE, no final de Maio, o rácio de crédito sobre depósitos da banca portuguesa fixou-se em 108%. Trata-se do valor mais baixo desde Outubro de 2000. Este rácio de 108% representa uma descida face aos 113% de Abril.

Saber se esta é uma tendência que se vai manter ou até acentuar nos próximos tempos, tudo depende da evolução das condições de financiamento da própria banca. Essa evolução determinará também o avanço da banca para uma guerra de depósitos, à semelhança do que aconteceu em 2008. Até agora os bancos recusam a hipótese de o fazerem. A isso não será alheio o facto de a margem financeira estar cada vez mais pressionada. O facto de não fazerem campanhas generalizadas de aumento da remuneração de depósitos não significa que não o façam de forma cirúrgica, nomeadamente junto de clientes com mais recursos.

Ainda assim os analistas estranham que não se tenha ainda começado a subir as taxas nos depósitos a prazo. "Esperaria taxas de remuneração superiores; sobretudo se os bancos querem estimular a poupança e ter alternativas ao BCE", refere um dos analistas ouvidos. Outro especialista contactado lembra, no entanto, que, enquanto nenhum banco o fizer, a situação manter-se-á inalterada. "A aversão ao risco é muito maior hoje em dia", recorda. Mais difícil é, pelo contrário, levar os clientes a investir em outros produtos, como obrigações ou seguros de capitalização do que em depósitos, onde vão sempre preferir estar.

A par da captação de depósitos a prazo puro, ainda que sem taxas particularmente elevadas, a angariação de recursos faz-se através de muitos outros produtos possíveis. O Totta, por exemplo, tem em grande destaque, uma solução para clientes ‘premium' com soluções de reforma e produtos estruturados. O BCP aposta forte na venda de títulos de dívida.

Nos números o primeiro trimestre foram visíveis em várias instituições, fortes subidas por exemplo nos seguros de capitalização e obrigações de caixa, muito mais do que nos depósitos. Não será, de resto, uma surpresa se as contas do primeiro semestre dos bancos, que começam a ser conhecidas esta semana reforçarem essa tendência.

 





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Comentários (19)

Celinha, a puta., | 19/07/10 15:22
Querem os mes recursos! Dinheiro na tenho, carro tamém não, e se me dá na ganeta vou pra porta de 1 banco qualquer e o nheirinho nem sequer chega à caixa. Na me f..dam a cabeça que sô melher pró fazer coajuda do povo. Os graúdos tem-nos fod...do as popancitas todas e nem migalhitas nos deixam.


, | 19/07/10 14:22
Só falta começarem a pagar, é isso?


jose ribeiro lopes, ourém | 19/07/10 13:03
eu já tirei as minhas conclusões sobre a honestidade da Banca.

E mais não digo, tirem as conclusões que quizerem.


nm, | 19/07/10 12:16
concordo DEPEREIRA, não falta é campos de cultivo para essa cambada de g****** para trabalhar e ainda lhes posso dar um bonús a esses m***** acartar pedra do douro até ao marão heheheeh. A minha opinião é simples e em forma de concelho não deixem mais esses senhores roubarem o povinho como já vi aqui algumas boas soluções apostem nelas e apliquem lá o vossos euritos " estes administradores da banca sabem la toda " P*** Q** O* P*****.


GARCIA, PORTO | 19/07/10 11:52
CUJAS TAXAS DE JURO SÃO MUITO BAIXIIIIINHAS


Cliente satisfeito, | 19/07/10 10:47
Boas taxas é no AS PRIVATBANK. Inscrito e registado no BdP e Fundo de garantia de depósitos! 4.25% (TANB) 12 meses.



JOSE GARCIA, PORTO | 19/07/10 10:45
A TAXAS MUITO BAIXIIIIIINHAS


Atenção, Lisboa | 19/07/10 09:29
Nos depósitos a taxa de retenção na fonte já aumentou para 21%. O Sr. Sousa jurou que se recusava a aumentar os impostos mas....eles aumentaram.


Francisco, Lisboa | 19/07/10 08:40
Eu coloquei o meu dinheiro em Espanha e estou com 3,5 % limpos e sempre disponível, portanto Portugal e estes iluminados para mim já não me enganam mais...


Red Penguin, | 19/07/10 08:03
E agora o que irá anunciar a Bárbara em Guimarães ?


Maryté, Maia - Porto | 19/07/10 03:28
A realidade desmente de cima abaixo o título "Banca já só publicita produtos de poupança "
Que taxas de juros pagam a banca? Para depósitos a prazo, taxa bruta, não vão além de 2,7%. Se se tirar os 20% de IRS, retenção na fonte, fica 2,14 % líquidos. Ora, o que é isso para pequenos aforradores?. Mais: qual o significado disso,quando o Ferreira dos Santos declarou num Seminário no canal de televisão deste diario económico que, falar em aumentar as taxas de juro passivas é uma medida de natureza rural, no sentido, em que é arcaica.
Vão mas é enganar outra.
Se querem depósitos e depositantes, que paguem como deve ser. Caso contrário, as pessoas não estão para fazer caridade a ricos e a trabalhar para o Estado. Que trabalhem os funcionários públicos!


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