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O pedido formal de resgate à banca deve acontecer nos próximos dias.
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Auditorias pedidas pelo governo estimam entre 51 e 62 mil milhões as necessidades de capital da banca num cenário de maior ‘stress’.
A Oliver Wyman estima que as necessidades de capital dos bancos espanhóis se situam entre os 51 e os 62 mil milhões de euros num cenário em que a economia espanhola registe uma contracção de 6,5% e os preços das casas desçam até 60% face ao máximo registado.
Já a Roland Berger, a outra consultora contratada pelo Executivo de Mariano Rajoy para esta primeira fase da análise aos bancos espanhóis, concluiu que as instituições necessitam de 51,8 mil milhões de euros no mesmo cenário extremo.
O relatório da Roland Berger e da Oliver Wyman surge depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter divulgado no dia 8 deste mês um estudo que sugeria que os bancos espanhóis precisavam de, pelo menos, 37 mil milhões de euros para resistir a uma deterioração da economia espanhola. Na altura, um responsável do Fundo adiantou, contudo, que as instituições poderiam precisar de entre 60 a 80 mil milhões de euros.
Hoje, o Banco de Espanha refere que o cenário de stress aplicado na avaliação encomendada às duas auditoras é mais exigente do que o aplicado no relatório do FMI. Citado pela Reuters, o supervisor bancário do país vizinho adianta que os resultados divulgados hoje mostram que os três maiores bancos espanhóis - Santander, BBVA e La Caixa -, não têm necessidades de financiamento e que os problemas do sector estão limitados a um grupo de instituições em relação às quais o governo espanhol já começou a agir.
O Banco de Espanha nota ainda que as necessidades de capital apontadas hoje mostram que o empréstimo de 100 mil milhões dá uma grande margem de manobra para colmatar as falhas.
No mês passado, o governo espanhol apresentou um plano de duas fases para determinar as reais necessidades de capital do sistema financeiro do país. A primeira fase, que ficou hoje concluída, consistiu na avaliação dos balanços dos bancos através da sua sujeição a testes de stress num cenário adverso.
Para a segunda fase, que consiste numa análise mais aprofundada das contas dos bancos e do cálculo do peso do crédito malparado nos seus balanços, foram contratadas outras quatro auditoras e os resultados serão conhecidos a 31 de Julho.
O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, já explicou que o governo vai usar os resultados desta avaliação para decidir quanto é que os bancos precisam do empréstimo de até 100 mil milhões acordado com os parceiros europeus, no início deste mês. Depois de divulgados os resultados da segunda fase da avaliação, os bancos terão 15 dias para apresentar os seus planos individuais para reforçar os capitais e nove meses para os executar.
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