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Moody's pressionou bolsas, mas não muito. PSI 20 cai 0,2% em linha com Europa. BCP, BPI e Jerónimo Martins ditaram perdas.
O corte da Moody's a seis países europeus, incluindo Portugal, anunciado ontem à noite já deixava antever um dia negativo para as praças no Velho Continente. Porém, as perdas foram amparadas com a divulgação do índice ZEW, um indicador que mede, com uma antecipação de 6 meses, as expectativas dos investidores alemães, que corrigiu de um valor negativo de 21,6 em Janeiro para uma leitura positiva de 5,4 em Fevereiro. Foi a recuperação mais acentuada desde Abril de 2011 e superou a estimativa dos analistas sondados pela Bloomberg (-11,8).
Foi neste cenário que o CAC 40 de Paris e o Ibex 35 de Madrid perderam 0,26% e 0,19%, respectivamente. Já o Mib de Milão subiu 0,47% em dia de leilão positivo em Itália. Para o principal índice português, o dia também foi de perdas: o PSI 20 caiu hoje 0,22% para 5.678,12 pontos, apesar de ter estado a negociar em terreno positivo graças sobretudo aos dividendos da Portugal Telecom.
"As agências de rating têm pecado por excesso e os mercados vão dando menos importância a estes downgrades", referiu Pedro Pintassilgo, da F&C, ao Etv. "Os mercados acreditam que a situação grega está contida e o segundo pacote de resgate vai avançar", acrescentou.
Fora dos mercados accionistas, o euro desvalorizava pela terceira sessão seguida, caindo hoje 0,31% para 1,3145 dólares. Nas ‘commodities', o barril de ‘brent' e a onça de ouro seguiam praticamente inalterados face à cotação de fecho de ontem.
Por Lisboa, além da envolvente externa, também a divulgação de que a economia nacional contraiu 1,5% em 2011, em linha com o esperado pelos economistas e pelo Governo, deixou os investidores desanimados. No total foram 11 as cotadas que fecharam em registo vermelho, enquanto outras quatro fecharam inalteradas.
Os títulos da banca, Jerónimo Martins e Zon foram os que mais pressionaram a praça lisboeta. BPI e BCP fecharam com quedas acima dos 2%, ao mesmo tempo que o BES caiu 1,28% para 1,54 euros. Já o Banif manteve-se nos 0,33 euros. Também a Jerónimo Martins, uma das cotadas com maior expressão no índice, recuou 1,06% para 13,1 euros, enquanto a Zon perdeu 4,57% para 2,59 euros, corrigindo os fortes ganhos de ontem.
Outros destaques negativos vão para a Brisa e Semapa, que cederam mais de 1%, acompanhadas pela Sonae Indústria, que cedeu entre mais 2%.
Do lado positivo, a Portugal Telecom fechou com alta de 2,67% para 4,32 euros, após um research do Citi ter argumentado que a 'telecom' liderada por Zeinal Bava tem liquidez para manter o actual elevado nível de dividendos. O banco norte-americano reviu ainda em alta o preço-alvo da operadora nacional para 4,70 euros, subindo a recomendação para 'comprar'. "Essa é a única razão, do conhecimento público, que pode justificar a subida da PT", afirmou Fátima Frazão, do Banif Investimento à Reuters, referindo-se ao 'research' do Citi.
Mota-Engil (+1,77%), EDP (+0,98%) e Sonae (+0,43%) também impediram maiores perdas nacionais.
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