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António de Sousa criticou a gestão do caso BPN.
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O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) diz que a banca cumprirá o acordo com a ‘troika' sem o apoio do Estado.
"Os bancos chegam facilmente aos 9% de core capital. Aos 10%, no próximo ano, com o programa de desalavancagem, venda de activos e aumentos de capital, chegarão a esse rácio sem recorrer a fundos do Estado", disse hoje António de Sousa, em Lisboa, durante um almoço organizado pela Associação Comercial de Lisboa.
O presidente da APB referia-se a uma das medidas impostas pela ‘troika', que é a elevação dos rácios de capital dos bancos (core tier 1) para o valor mínimo de 10% no final de 2012.
"Os bancos portugueses têm bons rácios mas estão muito dependentes do financiamento externo", declarou o mesmo responsável para quem "o problema da banca em Portugal é a baixa rentabilidade", que no mercado doméstico "é próxima de zero ou mesmo negativa". "Os bancos têm os lucros a vir dos investimentos internacionais", lembrou.
O presidente da APB sublinhou ainda que a subida dos custos de financiamento levou a que, em alguns casos, o crédito à habitação esteja a dar prejuízo aos bancos. "O direito à privacidade impede os bancos de conhecerem a verdadeira situação de endividamento das famílias. Isto não acontece em outros países", declarou.
António de Sousa deixou ainda algumas críticas ao caso BPN, que terá de ser vendido até ao Verão sem preço mínimo. O banqueiro criticou o facto de o processo "ter demorado dois anos e meio" sem que tenha sido "resolvido por nós".
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