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Ulrich mostrou-se ontem tranquilo quanto à actividade do BPI, nos próximos meses.
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A margem financeira foi o grande motor da actividade do BPI, nos números do terceiro trimestre. No entanto os resultados antes de impostos cairam 11,7%.
O BPI apresentou os seus resultados do terceiro trimestre, muito em linha com os trimestre anteriores e com o esperado pelos analistas. O único factor surpresa foi a margem financeira, que cresceu no consolidado (4,9%), em Portugal (2%) e em Angola (12,1%). Outro ponto a favor do BPI prende-se com a qualidade da carteira de crédito. O malparado do BPI (1,9% da carteira total) compara bem com o global do sector, que registou em Agosto um peso de 3,81% desses créditos sobre a carteira total (o BCP, por exemplo, tem um rácio de 3,1%).
Posto isto, os resultados do BPI subiram 10,8% nos primeiros nove meses do ano, para os 144,7 milhões de euros, tendo voltado a ser beneficiado por um crédito fiscal e também pelo contributo de algumas participadas cujos lucros são apropriados pelo BPI através do método equivalência patrimonial.
A carga fiscal do BPI é muito baixa, fruto do impacto de um crédito fiscal que tinha registado no segundo trimestre. Pelo que o banco teve um contributo positivo de 2,3 milhões de euros, em termos acumulados, no final de Setembro. Já o contributo das suas subsidiárias (Allianz Portugal, Cosec, Viacer, entre outras) mais do que duplicou, tendo ajudado com 24,1 milhões de euros para os números consolidados. Sem estes impactos os resultados caíram 11,7%.
O negócio internacional, sobretudo Angola, voltou a ter um forte peso, de 51%, nos lucros do BPI. Dos 73,2 milhões vindos do exterior, 69 milhões foram contributo do Banco Fomento de Angola.
*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico
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