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A fábrica de Palmela, dirigida por Andreas Hinrichs (na foto), quer reduzir pessoal entre Agosto de 2009 e Julho de 2010.
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As negociações entre a administração da Autoeuropa e a Comissão de Trabalhadores (CT) estão longe de chegar ao fim.
A CT emitiu hoje um comunicado onde informa que a administração da fábrica propõe que, face ao actual cenário, a fábrica passe a laborar apenas com "um turno com perca de subsídio e redução de pessoal entre o dia 17 de Agosto de 2009 e Julho de 2010."
O novo Código do Trabalho permite que o período de 'lay-off' de seis meses seja extensível até um ano.
Outra das propostas passa pela laboração a dois turnos com redução semanal do trabalho, ficado os saldos negativos para pagar em Sábados a realizar em função dos picos de encomendas," refere o comunicado a que o Económico teve acesso.
A CT voltou a referir que "mantém a proposta aos Sábados, pois entendemos que com ela é possível manter os actuais postos de trabalho, garantindo assim mais um êxito no lançamento do próximo produto e a competitividade no mundo VW".
A próxima reunião com a administração ainda não está marcada. A CT irá realizar um plenário com todos os trabalhadores no final de Abril.
A suspensão da produção na Autoeuropa não ameaça apenas os trabalhadores da empresa, mas também todas as empresas que fazem parte deste universo. No total, trabalham no parque industrial da Autoeuropa cerca de 2.400 trabalhadores, distribuídos por 13 empresas sedeadas em Palmela, a par de várias dezenas de outros fornecedores de componentes espalhados por todo o país.
"Se a Autoeuropa reduz a produção, os fornecedores têm também de reduzir a produção e o número de trabalhadores", explicou uma fonte do sector.
Entre as empresas afectadas contam-se a Faurecia, Benteler, Inapal Metal, Inapal Plásticos, Palmetal, PPG, Peguform, SPPM, Contienntal Lemmerz, Webasto, Tenneco, Wheels e Vanpro.
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Comentários (20)
crise dizem os carolas
que abastecem ate ja barcos no trabalho
mas esqueçem-se que nao somos rapazolas
vao com os sabados para o caralho
sabados de borla os nazis
o tempo da escravidao ja acabou
mas a crise quem o diz
andreas mama mas o teu tempo acabou
Como podem ver eu tinha razao.. o que disse é totalmente verdade.. confirmou-se hoje (29-04-2009) que 250 trabalhadores da vw autoeuropa vao ser dispensados..
Sou um trabalhador da VW AUTOEUROPA a termo certo. E na minha opiniao, apesar de todos já sabermos que a administraçao se está a aproveitar da tal "crise" para "lucrar ainda mais" com a "situaçao", tenho tambem em mente que a administraçao reza para que todos neguemos os tais sabados À BORLA. Assim sendo, nao aprova a renovaçao dos trabalhadores a contracto, para poderem contratar os ex temporarios, que se encontram actualmente a frequentar um curso na ATEC. Dando-lhes um jeitao, porque começam novamente do zero. Com os salarios mais baixos..
Á pois é!!! Sábados á BORLA??????? Na vw da Alemanha também vão propor aos trabalhadores Sábados á BORLA???E a ganharem o que por cá se ganha(AUTOEUROPA). Concordo com o que dizem o LUIS o TONI…TUDO ISTO NÃO PASSA DE BLUFF!!!!!!!! Se isto está mal para que é preciso ir trabalhar Sábados ( Á BORLA). Será para se fazer o lançamento da nova sharan á conta dos trabalhadores da Autoeuropa??????? Porquê a espera de 7 meses por um sirocco( visto que é um produto nacional) e a Autoeuropa tem feito down days por falta de encomendas(dizem eles). AH AH AH.Expliquem-me se conseguirem. E já agora no dia 14 , houve uma avaria no trim de 3 horas com paragem de produção. Depois queriam pagar horas extras para repor a produção, Repor ??? Então não há falta de encomendas?? Para que horas extras se está assim tão mau outro dia viria. Já agora um aparte, não se esqueçam que o novo golf foi lançado ao mesmo tempo que o sirocco por isso o que é nacional é melhor( Nacional para eles ou seja vw, logo golf tem prioridade sobre o sirocco e mais não digo tiram as vossas conclusões.
Deixem-se de tretas e respeitem os trabalhadores que se esforçam para manter a AUTOEUROPA no bom caminho, pois estamos fartos de mentiras , pois se aceitarmos os Sabados de BORLA a crise passa imediatamente .Tenho dito.
bem: se todas as empresas só tivessem robos, ou se fossem deslocalizadas para países de mão de obra barata, os lucros dessas empresas seriam enormissímos!!!!seriam?
então: quem comprariam esses bens? os robos? esses trabalhadores de fracos rendimentos? as pessoas que perderam os seus trabalhos, por via dele ter sido deslocalizado, ou por não agradarem ao patronato?ou apenas meia duzia de afortunados?
quanto menos pessoas trabalharem e tiveram um ordenado decenta, menos a economia cresce, se o dinheiro for aglutinado por meia duzia, de que lhes serve, não o podem gastar todo, e não o levam com eles para o lado de lá! só servirá para corromper outros!e entretanto o resto da população definhe!
É o que o Luis disse:se nós trablhadores da AE aceitarmos trabalhar ao Sábado de BORLA a crise acaba logo!
TRABALHAR DE BORLA ninguém gosta e eu também naõ.
Ameaças de lay off, down day, não renovação do contracto a termo certo, tudo é utilizado para negociar o trabalho aos sábados como dia normal.
O atraso de entrega de 7 meses do Scirocco, o aumento das encomendas, o aumento da produção, as paragens técnicas para os novos carros tudo isso é esquecido.
Será que se o sábado for considerado um dia normal de trabalho, a crise acaba?
Não será uma forma da administração se aproveitar da crise?
Que tal mais dois anos sem aumentos, talvez assim a crise acabe.
Foi só uma ideia.
E entretanto o governo que ainda temos do "eng." Sócrates despeja centenas de milhões de euros de dinheiro dos contribuintes para subsidiar a fundo perdido e sem garantias de espécie alguma a manutenção em estado vegetativo desta e de outras empresas como a Qimonda, a Tyco, as Aerosoles, etc, etc. Que vergonha...
Há cerca de um ano, numa fabrica de Palmela que emprega milhares de pessoas, os empregados resolveram fazer um plenário durante a laboração. obrigando os motoristas como eu a esperar mais 4 horas pela mercadoria.É obvio que esta malta é candidata ao subsidio de desemprego, pois ninguém no seu perfeito juizo faz um acoisa destas.E na Auroeuropa já vi muita coisa que não posso relatar, e depois queixam-se que a coisa corre mal...
Tudo isto não passa de um bluff e de chantagem pois o que a empresa pretende na realidade é que o trabalho suplentar ao sábado passe a ser obrigatório e não remunerado. Os trabalhadores da Autoeuropa ao longo dos anos já abdicaram de quase todos os seus direitos mesmo em contradição com o cctv. Não abusem mais dos pobres dos trabalhadores que não têm culpa da situação.
Temos "borrasca" ! Os automóveis nõ se vendem. E o Governo não suspende por 2 anos o IA que ainda carrega o IVA a 20% que está a 15 e 16% no Reino Unido e Espanha. Não se renova o parque automóvel; não se esvaziam os parques das empresas; sufocam-se as empresas de componentes e, os ministros das Finanças e Economia o que esperam ? Novas Quimondas ?
Para os pequenos empresários é o mercado a funcionar que fecha as unidades de produção.
Para as Multinacionais é tudo uma mentira.
Pagamos impostos para pagar os salários da "ley-off" pagamos Imposto de circulação pagamos IVA pagamos Imposto par tudo...
Se deixassem o mercado funcionar os carros eram mais baratos...
O REI VAI NU...
As verdadeiras tensões sociais estão prestes a começar....se a AutoEuropa fechar as portas...(sim apesar de acordos e convénios com o governo português não é um cenário assim tão remoto nos dias que correm)...vislumbram-se tempos muito negros em Portugal.
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