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O empresário defende a necessidade de aumentar os salários mais baixos e a alteração dos bónus.
"A corrupção vem sempre de cima", garante Alexandre Soares dos Santos. Para o presidente da Jerónimo Martins, esse exemplo está a influenciar o comportamento dos portugueses e leva a que outros também "sigam pelo caminho mais fácil". Crítico da forma como é tratada a iniciativa privada em Portugal, Soares dos Santos, em entrevista ao Diário Económico, à margem das jornadas parlamentares do PSD, prometeu para breve um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que até já foi elogiado pelo Presidente da República, Cavaco Silva.
Como reage às declarações de Vítor Constâncio quando diz que é inevitável aumentar impostos a partir de 2011?
A carga fiscal é tão grande, que aumentar os impostos é um convite às pessoas e às empresas para saírem do país e não invistam. Não dá mais. A carga fiscal é muito grande e o Governo combate a ineficiência que demonstra da maneira mais fácil, aumentar os impostos. Eu, nos nossos hipermercados, não posso aumentar os preços porque a Sonae não me deixa e a Sonae não aumenta porque eu não deixo. Temos de resolver os nossos problemas, não com aumentos de preços, mas com aumento da eficiência. O Estado não pode continuar gastar mais do que o que recebe, portanto caminhamos para um abismo. A sociedade civil não tem a consciência do perigo em que vivemos e vive intoxicada com mensagens erradas.
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Comentários (10)
Aumentar mais os impostos em Portugal, é o mesmo que aumentar o preço de venda dos produtos de uma dada empresa em vez de esta diminuir as suas despesas. Mais tarde ou mais cedo, a empresa estará falida. É o mesmo que vai acontecer a Portugal.
@jr taxar as grandes fortunas seria das piores medidas que este governo poderia fazer. menos seriam os investidores que ficariam neste país a criar empresas e emprego.
em primeiro deviam dar menos dinheiro às autarquias e o governo ficar com ele para pagar a nossa divida externa. Depois devia restringir ao maximo as vagas para os quadros superiores do estado (psp, pj, sef, gnr, gp, forças armadas etc...). Depois ninguém devia auferir reformas superiores a 900 contos. Quando alguém morre o seu conjugue devia levar 1/2 ou 1/3 da reforma do parceiro consoante o ganha ou seja quem mais ganha na reforma menos leva de reforma do conjugue. Penas pesadissimas para quém é corrupto, 15 anos de prisao e perda de 30% no ordenado de reforma e logo imediatamente no ordenado.
e assim é que é
Pois, mas bastava uma taxarem as grandes fortunas neste pais, como fazem em França por exemplo, para resolver o problema orçamental do estado. Mas quem vai mexer nos grandes? nah..aumenta o IVA.
Parece ser um grande senhor!.. pelo menos nas intervenções publicas que o tenho ouvido!...
A falta de eficiência é mesmo um dos maiores problemas em Portugal, não houvesse tantas pessoas com emprego que num horário de 8 horas diários apenas trabalham 5. Ou menos. Tudo porque há que tomar o café pausadamente, ler o jornal pausadamente, discutir o futebol pausadamente, cobiçar a riqueza dos outros pausadamente. O que muitos querem é o dinheiro a entrar na conta no final do mês, de preferência sem terem de trabalhar. Mas como diz Alexandre Soares dos Santos o exemplo deve fir de cima e muitas vezes não há rigor por parte daqueles que deveriam ser os modelos. A maioria dos professores não é rigoroso com os seus alunos, seja no básico, secundário ou ensino superior. No mercado de trabalho, passa-se o mesmo. Os chefes intermédios acomodam-se à sua cadeira e à sua secretária e consideram-se uns pequenos deuses a quem os subalternos devem "dar graxa" para poderem subir na carreira. Não se lhes pede rigor e eficiência, apenas que sejam "grandes amigos" e que dêem umas palmadinhas nas costas. Não há rigor nas contas de entidades públicas, porque muitas vezes os líderes dessas instituições são tudo menos líderes e bons gestores. Olhe-se para a maioria das universidades e das empresas municipais e estatais. O desperdício é tal que dava para muita e boa obra pública verdadeiramente necessária. Mas o país e os portugueses gostam muito de viver de ilusões e de festinhas. Os políticos, na sua maioria, mas não na totalidade, adoram encher os seus concidadãos com propaganda, inaugurações, festinhas e fogo-de-artíficio. Para quê? Para criar ilusões, para dar a ideia de que tudo vai bem e que tudo é muito fácil. Mas não é. É preciso trabalhar e arduamente. Não deve bastar aparecer e ser filho ou afilhado de alguém famoso ou com cargo político relevante ou ainda pagar (corromper) para conseguir progredir numa carreira ou conseguir que a licença para construir a casa seja dada. A corrupção aumenta quando aumenta a burocracia e os impostos. Mas há tantos países onde a carga fiscal é muito inferior à de Portugal e onde a geração de riqueza é superior e ainda por cima a diferença entre ricos e pobres é inferior.
"Eu, nos nossos hipermercados, não posso aumentar os preços porque a Sonae não me deixa e a Sonae não aumenta porque eu não deixo.": ESTRATÉGIA COMBINADA?
Os empresáriso estejam sossegados, o que Victor Constâncio quis dizer e não teve coragem foi que se aumentem os impostos aos trabalhores, reformados e pensionstas. O os salarios até 1,5% é para so mesmos, que para os dirgentes aumentam-se os plafond dos cartões de crédito, despeas de representação e outras regalias não tributáveis. Asim não dá nas vistas.
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