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Só há um final possível para a incursão israelita em Gaza: o fim do Hamas.
Primeiro, pelo poder aéreo usado contra infra-estruturas e meios humanos, cirúrgica e pacientemente identificados. Segundo, pela investida terrestre em marcha para aniquilar e controlar os canais não destruídos e os meios fora do alcance da aviação. Terceiro e em paralelo, pelo controle da costa por via do poder marítimo israelita. Com o aval do Egipto, consegue-se encurralar o Hamas nos limites de Gaza até à vitória total. Militarmente, a operação é brilhante, cobrindo os enormes danos que a campanha no Líbano tinha provocado aos decisores políticos e militares israelitas. Politicamente, mostra que a coligação no poder consegue garantir a segurança dos israelitas face à sua maior ameaça no curto prazo: os islamitas do Hamas. Se as capacidades militares e políticas de Israel estão à vista de todos, mostram também que a Autoridade Palestiniana que controla a Cisjordânia não é um alvo, porque Telavive já a identificou como o seu interlocutor preferencial. O Hamas é apenas e só o maior entrave à solução ‘Dois-Estados' e um cancro na estabilidade do Médio Oriente. Só a rua europeia é que ainda não viu isso.
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Parabéns pela sua "cirurgia" cerebral que lhe retirou a consciência humanitária.
Sugiro-lhe um link da TIME:
http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1869325,00.html
Mas também pode passar por este:
http://www.careinternational.org.uk/?lid=11924
Com os meus cumprimentos
Ana Fernandes