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O deputado Vitor Baptista tem assumido alguns posições polémicas, tendo até feito acusações ao chefe de Gabinete de Sócrates. Pode ser remodelado.
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Líder parlamentar do PS deverá remodelar a sua equipa e coordenadores de comissões “por falta de confiança”.
O aviso foi feito aos deputados e será para levar a sério logo que esteja encerrado o dossier Orçamento do Estado para 2011: Francisco Assis vai fazer mudanças na sua direcção e também nas coordenações socialistas nas comissões parlamentares. Tudo porque o líder da bancada e o próprio Governo "perderam a confiança" nalguns deputados que ocupam cargos cimeiros, apurou o Diário Económico.
Vítor Baptista, coordenador do PS na comissão de Orçamento e Finanças, deverá ser o primeiro alvo. Depois de ter acusado o chefe de gabinete de José Sócrates no Rato, André Figueiredo, de lhe ter oferecido um cargo numa empresa pública em troca da sua desistência pela distrital socialista de Coimbra, o deputado é visto como ‘persona non grata' pela direcção rosa.
O facto de estar à frente da comissão de Orçamento é visto como um "calcanhar de Aquiles" para o grupo que sustenta o Governo e que tem que fazer a defesa do documento. Ao Diário Económico, Vítor Baptista rejeita esta ideia e garante que ficaria "surpreendido" se Assis o substituísse. No entanto, deixa o aviso: "Não se confunda as questões do partido com as funções de deputados, não seria bom que isso acontecesse".
Na direcção do grupo, Strecht Ribeiro e Mota Andrade devem também ser alvo de remodelação, depois do ‘dossier' orçamento. Os dois vice-presidentes têm tomado várias posições dissonantes com a direcção de Francisco Assis e o líder parlamentar deixou claro na última reunião do grupo que vai proceder a "uma alteração profunda do funcionamento" da bancada. Strecht Ribeiro e Mota Andrade foram dois dos deputados que votaram ao lado de António José Seguro na lei de financiamento partidário, na última quarta-feira. Abstiveram-se, contrariando o voto positivo da bancada do PS, alinhando com a tese seguida por Seguro de que não vota "leis de olhos fechados". Os dois vices tinham já protagonizado, juntamente com Afonso Candal, uma ruptura na direcção de Assis, ao apresentarem uma proposta para tornar públicos os rendimentos dos contribuintes sem informarem a priori o líder da bancada. Na altura, Assis garantiu que a sua "discordância em relação a essa proposta vai ao ponto de garantir que, enquanto for presidente do grupo parlamentar, ela não será apresentada".
No grupo, estas movimentações na bancada fazem já antever uma luta pela sucessão de José Sócrates, entre António José Seguro e Francisco Assis.
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