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O Económico mostra-lhe quais são as seguradoras mais bem classificadas em cada uma das coberturas opcionais nos seguros para o carro.
1 - Furto ou roubo
Condições idênticas em todas as seguradoras. Maioria só indemniza 60 dias após participar o desaparecimento do veículo se este não aparecer. Melhor classificação: Generali. Indemniza ao fim de 15 dias
2 - Assistência em viagem
A assistência às pessoas é válida em todo o mundo. Já a assistência ao veículo e ocupantes pode ser usada na UE e países da bacia do Mediterrâneo. Em Portugal, a maioria dá assistência em caso de furo, falta de combustível, perda ou roubo das chaves, por exemplo. Na garantia de assistência a pessoas, a Deco comparou os limites para despesas médicas, prolongamento da estadia e adiantamento de fundos. Na assistência ao veículo, foram avaliados o capital máximo para reboque, limites para a estadia a aguardar reparação e indemnização para aluguer. Melhor classificação: A Liberty proporciona as coberturas mais abrangentes.
3 - Franquias
Ao contratar, assume parte dos prejuízos e até àquele montante, a seguradora nada paga. Se os danos forem superiores, a companhia indemniza, deduzindo a franquia. A responsabilidade civil não tem franquias. Mas a maioria das apólices de danos próprios impõe uma franquia mínima obrigatória de 2% do capital seguro. Para um veículo de 20 mil euros, a seguradora só paga a partir de 400 euros. Se os danos ascenderem a 1.000 euros, por exemplo, o segurado paga os primeiros 400 e a seguradora os restantes 600. Há companhias que definem ainda valores mínimos. Pode escolher franquias superiores à obrigatória para obter um prémio mais baixo. Melhor classificação: Mapfre. Só aplica franquias a choque, colisão e capotamento (mínimo de 250 euros) e prevê os maiores descontos.
4 - Exclusões
Há situações não cobertas pela maioria das apólices, como danos intencionais, devidos à falta da inspecção periódica obrigatória ou provocados por condutores sem carta de condução. A Deco penalizou todas as apólices com exclusões lesivas: danos por guerra, golpe militar, revolução; danos por demência do condutor ou por conduzir sob o efeito de álcool ou estupefacientes; sinistros quando o veículo é usado em serviço de maior risco ao declarado; danos por circular em locais reconhecidos como não acessíveis; participação em actividades que ponham em risco a estabilidade e domínio do veículo. Melhor classificação: Protocolo, pois tem menos exclusões. Todas as outras companhias têm apreciação negativa no critério.
5 - Bónus-malus
O prémio é reduzido pelo número de anos sem sinistros e agravado pelos acidentes participados. Não é agravado se activar a assistência em viagem, protecção jurídica, quebra isolada de vidros e ocupantes. Mas, em caso de sinistro, a maioria das companhias agrava a totalidade do prémio, mesmo que só active danos próprios ou responsabilidade civil. Ao transferir a apólice para outra companhia, esta aplica os bónus ou agravamentos, com base na sinistralidade dos últimos cinco anos. O histórico consta do certificado de tarifação, entregue quando termina o contrato. Melhor classificação: Protocolo, OK! teleseguros, Fidelidade Mundial e Império Bonança. Só agravam o prémio se activar as coberturas de responsabilidade civil ou choque, colisão e capotamento.
6 - Âmbito territorial
O seguro obrigatório de responsabilidade civil é válido nos países da Carta Verde. O facultativo está limitado ao território nacional, excepto assistência em viagem, ocupantes e protecção jurídica, válidas em todo o mundo. Se viajar de carro para fora destes limites, contrate uma extensão territorial. Melhor classificação: Protocolo, OK! teleseguros, Fidelidade Mundial, Império Bonança, Mapfre e Allianz. Têm âmbito territorial idêntico ao seguro obrigatório.
7 - Escolha da oficina
Maioria das seguradoras propõe reparar o veículo numa oficina convencionada, oferecendo veículo de substituição, mas todas dão liberdade de escolha.
Jovens condutores pagam mais
- Um condutor inexperiente pode ter de pagar 40 a 100% mais pelo seguro do carro. Para contornar esta questão e evitar os agravamentos, é frequente os pais contratarem o seguro, declarando-se comocondutores habituais do veículo. A Deco não o recomenda: em caso de sinistro, a seguradora pode alegar falsas declarações e recusar pagar a indemnização.
- Em caso de acidente, a Generali e a Liberty duplicam a franquia contratada, com um mínimo de 250 euros e de 8%, para condutores até 25 anos e/ou carta há menos de dois, representando um risco superior ao do condutor declarado na apólice.
- A Deco pediu às seguradoras preços para um condutor de 19 anos e carta há um, de Lisboa, sem sinistros. Se optar pelas escolhas acertadas da Deco, pode poupar 660 euros por ano. Se for associado e optar pelo protocolo, a diferença chega a mais de mil euros.
CINCO BURACOS POR TAPAR HÁ MAIS DE 10 ANOS
O que ainda falta melhorar nas apólices do ramo automóvel.
Apólices ambíguas
O texto de algumas exclusões é ambíguo: por exemplo, "danos directa e exclusivamente provenientes da má conservação do veículo", "sinistros ocorridos em serviço diferente e de maior risco do que o contratado" ou "danos resultantes da circulação em locais reconhecidos como não acessíveis ao veículo". Sem uma definição clara, estas podem ser usadas pelas seguradoras para não pagarem indemnizações.
Agravamentos 2 em 1
Se participar um sinistro ao abrigo da cobertura de responsabilidade civil, a maioria das seguradoras agrava também o prémio do seguro de danos próprios e vice-versa. O agravamento deveria incidir apenas sobre o prémio da cobertura activada. Pior: algumas também agravam o prémio em caso de furto do veículo ou se este for atingido por uma árvore. Um procedimento injusto, pois o sinistro não depende da intervenção ou capacidade de condução do segurado.
Tabelas complexas
As tabelas de ‘bonus-malus' deveriam ser elaboradas a partir de um modelo único, de modo a permitir comparações. É também imprescindível o envio de recibos descriminados, com o prémio por cobertura, para o segurado poder calcular o aumento do prémio após participar um sinistro
Perda total
No caso dos veículos antigos ainda em condições de circular, mas com valor comercial quase nulo, a indemnização paga ao proprietário não é suficiente para adquirir um automóvel semelhante ao acidentado. Uma forma de resolver o problema seria obrigar a seguradora a fornecer ao proprietário, ou dizer-lhe onde adquirir, um veículo idêntico (ou de características nunca inferiores) ao acidentado. Não sendo possível, deveria pagar a reparação.
Lei penalizadora
Com o novo regime jurídico do contrato de seguro, em vigor desde Janeiro do ano passado, os consumidores perderam direitos. A Deco contactou os vários grupos parlamentares, pedindo-lhes para alterar a lei que obriga a comunicar à seguradora todos os factos susceptíveis de agravar o risco, ainda que não sejam solicitados na proposta. Outra alteração, contra a qual a associação se tem manifestado, é o facto de o segurado só poder terminar o seguro na data de renovação, quando antes poderia fazê-lo a qualquer altura.
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Comentários (17)
Boa tarde !!
Mário qual foi a companhia de seguros realmente as coisa que esses gajos das assistência em viagem e companhia de seguros impingem NINGUEM É OBRIGADO A IR TROCAR O VIDRO AOS CENTROS CONVENCIONADOS NÃO ESTÁ ESCRITO EM LADO NENHUM MUITAS COMPANHIAS TEM DOIS TIPOS DE COBERTURA QIV REDE E MARCA MAS QUANDO VENDEM O PRODUTO AO CLIENTE NÃO INFORMAR O QUE O MESMO ESTÁ A CONTRATAR!! DENUNCIEM CASO QUE VOS TENHAM ACONTECIDO MENCIONEM A COMPANHIA E QUESTÃO
Este País tem vários problemas graves, entre os quais a sua classe política que tudo tem feito para levar ao tapete este pequeno mas grande País( porque se não fosse grande, não teria resistido a tantos ataques); sempre em nome de convicções e ideias que ninguém compreeende e que se traduzem em mais ''convicções'' para os seus boys!,
Mas nos últimos anos junta-se um outro problema; a adrenalina e má formação jornalística e a DECO que diz defender os consumidores... mas de quê e ondé é que isso é feito? quem entender alguma coisa de seguros e ler este péssimo artigo, será fácil avaliar o nível de serviço que a Deco e o jornalista prestaram á opinião pública... bolas, mas será que não conseguem dizer duas seguidas?????? um pouco mais de leitura não faria mal ...
Quem é contra o CHIP, não deve usar telemovel. È possível fazer o rastreio através do dito aparelho a qualquer momento. Afinal têm medo de quê?. È só para ser do contra....
Quem é contra o CHIP, não deve usar telemovel. È possível fazer o rastreio através do dito aparelho a qualquer momento. Afinal têm medo de quê?. È só para ser do contra....
Eu tenho B.I., em todos os meus veículos vou usar um chip, e ainda por cima, espero que seja de borla. como não me importava de usar um Chip no corpo ( bem melhor do que um número gravado ), desde que todos os marginais fossem identificados quando fazem assaltos à mão armada, aqui as forças policiais tinham a garantia da identificação dos criminosos.
convém é alertar que a assistência em viagem, faz menção aos furos mas quando precisei que me fossem trocar o pneu (porque não podia fazer força com o braço devido a lesão no cotovelo), estive 3 horas (TRÊS HORAS) na auto estrada, à espera que se decidissem.... e o mais curioso é que nem o senhor da brisa me conseguia sacar o pneu fora manualmente!!!
sr/sra detalhes, mas é bem explícito em todas as companhias que a cobertura de quebra isolada de vidros só está garantida naquelas empresas que chama de linha branca! e não na marca do veículo (que é muito mais caro e nem sempre justifica)
eu já tive que accionar 2 vezes a qiv, não paguei nada e foi "dito e feito"... e os vidros, para levarem com mais cenas em cima, até são bons!
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