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Férias e reforma

As reacções portuguesas à proposta de Angela Merkel

Económico  
18/05/11 16:02

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Merkel exigiu a redução das férias e o aumento da idade da reforma em Portugal. Políticos, sindicalistas e patrões já reagiram à proposta alemã.

A chanceler alemã Angela Merkel defendeu esta terça-feira à noite que alguns países europeus têm mais dias de férias quando comparados com a Alemanha. Merkel sublinhou que é necessário haver uma uniformização entre os estados europeus e incluiu os portugueses nesta lista.

Mas de acordo com os dados da OCDE, Portugal até está muito próximo da realidade alemã. O mínimo exigido por lei na Alemanha é um total de 20 dias úteis sem trabalhar por ano. Em Portugal são apenas mais dois, ou seja, os trabalhadores têm direito, no mínimo, a 22 dias de descanso anuais.


PSD

Passos Coelho defendeu que as muitas diferenças que ainda existem entre os países europeus tornam impossível qualquer uniformização.

O líder do PSD preferiu destacar que "é preciso criar incentivos para o envelhecimento activo".

PCP

"[A chanceler alemã] falou de férias, falou da idade de reforma, mas não falou dos salários. Como é sabido os trabalhadores alemães ganham quatro ou a cinco vezes mais do que os trabalhadores portugueses, mas essa parte nunca é referida", disse Jerónimo de Sousa.

O líder comunista considerou ainda que "esta direita nacional europeia transforma os direitos sociais num mal a abater, nunca, mas nunca, olhando para um País que tem dos salários mais baixos da União Europeia".

BE

"Precisamos de generosidade e não da mesquinhez que Ângela Merkel quer para a Europa", argumentou Francisco Louçã, sublinhando que "desde há muito tempo que a Alemanha tem uma regra: impor sempre a sua palavra".

Para o líder dos bloquistas o aumento da idade de reforma significará o "degradar da vida das pessoas que trabalharam uma vida inteira".

CGTP

"O que se pretende são políticas colonialistas e é uma postura de ausência de solidariedade e de colonialismo puro", acusou Carvalho da Silva.

O dirigente da CGTP sugeriu ainda a Angela Merkel que seja "colocada em Portugal num trabalho precário e nas condições de emprego vividas pelos jovens".

 

 UGT

"A senhora Merkel mostra que não se preocupa com a união da Europa nem com a coesão social e mostra uma profunda ignorância relativamente à realidade portuguesa, pois os portugueses já se reformam mais tarde que os alemães e trabalham mais horas por ano", disse João Proença.

"É pena que a chanceler alemã não se preocupe antes com o elevado nível de economia clandestina nos países do Sul, que no caso português chega aos 25%", acrescentou

CIP

"Advogamos que deveríamos retomar os 22 dias" de férias, em vez dos 25 actuais, António Saraiva.

O presidente da CIP lembrou que "já quando se decidiu aumentar de 22 para 25 dias úteis premiando aqueles que não faltam considerámos a medida errada porque todos nós temos a obrigação de trabalhar mais e melhor", criticando que se premeie "uma coisa que deve ser natural, que é a comparência ao trabalho".

   







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